Onde você trabalha para o reino?

Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia. Rm 15.23-24

Por que Paulo disse que não tinha mais atividade nas regiões onde estava e pediu ajuda da igreja de Roma para ir até a Espanha? Cidades como Éfeso, Galácia, Colossos e até Roma ou Jerusalém, já estavam totalmente alcançadas, todos tinha se convertidos? Aqui a palavra atividade pode ser traduzida também por oportunidade, ou melhor, todas oportunidades de anunciar o Evangelho já tinham se encerrado por ali?

Não, claro que não. Pois nem todos naquelas regiões tinham se convertido e ainda tinha muito trabalho e muita gente pra ser ganha para Jesus. Mas Paulo diz “não tendo já campo de atividade nestas regiões” por pelo menos três motivos:

Ele entendia que cada parte do corpo tem sua função
Paulo sabia que cada membro da igreja tinha sua função, a dele era abrir novas frentes de trabalho e plantar igrejas, enquanto a função de outros era atuar nestas igrejas já plantadas. E não existia um sentimento de competição por qual trabalho ou qual necessidade atendida era mais importante ou melhor. Ele mesmo ensinou que um planta, outro rega, e Deus dá o crescimento (1 Co 3.6). E assim ele acreditava na igreja local para alcançar as cidades.

Ele acreditava no potencial da igreja local para alcançar os locais
Paulo acreditava na igreja e nas pessoas que tinha se convertido e iniciado uma comunidade cristã. Ele não tinha medo de delegar e nem tinha o sentimento de ser insubstituível. Paulo sabia que as igrejas já estabelecidas tinham muitos desafios ainda, é só ler suas cartas para ver como ele conhecia e trabalhava pelos problemas da igreja. Mas ele não parava nos problemas, apesar de estar a distância e tentar resolvê-los, ele sabia que a Palavra tinha que se expandir para outras regiões.

O Evangelho precisa avançar para regiões não alcançadas
Paulo entendia muito bem seu chamado: os gentios. E para cumprir o chamado ele tinha que viajar muito. O chamado de Paulo não era para uma região geográfica, uma cidade ou país, mas para um grupo de povo. Tudo bem que fora os judeus, todos eram gentios. Mas é interessante ver como Paulo não mediu esforços para levar o Evangelho aos que ainda não ouviram, e plantar uma igreja onde ainda não existia uma comunidade cristã.

Algumas aplicações

A igreja nunca pode perder a visão de avançar aos não alcançados, os de longe. Nem todos vão até lá, mas todos devem estar envolvidos de alguma maneira, orando, doando, divulgando, enviando e mantendo. Paulo esperava que a igreja de Roma o enviasse a Espanha.

A igreja deve ter projetos para alcançar os de perto, sejam do bairro, sejam grupos específicos como universitários, moradores de rua, empresários. Temos que entender que alcançar não pe apenas levar as pessoas a fazer uma confissão, mas discipular, ensinar, acompanhar, pastorear.

Pensando nos dois pontos acima, é besteira ficar comparando onde a obra de Deus tem mais importância. Os de perto ou de longe, a classe média ou os moradores de rua, os jovens ou as crianças, quem já está na igreja ou quem ainda não está, todos precisam ouvir a Palavra e tem a mesma importância. Alguns tem menos oportunidades (mas este é um assunto para outro post), mas todos tem a mesma importância.

Os líderes devem acreditar e dar oportunidades aos novos obreiros (não digo novos convertidos). Paulo plantava a igreja, ficava um tempo discipulando eles de perto e depois ia embora. Ela dava oportunidade para seus discípulos trabalhar e deixava eles acertarem, errarem, mas acreditava neles.

Que em nós exista este sentimento de corpo, de unidade, e nunca percamos a visão de nos envolvermos no evangelismo e discipulado, sejam os de perto ou os de longe!

Ricco

Cemitério de Missionários

Recebi por e-mail o texto abaixo do João Luiz, um dos meus professores da área de missões do Seminário Bíblico Palavra da Vida, e um missionário com larga experiência de campo. É uma ótima reflexão e alerta, por isso republico aqui na íntegra, com a autorização do autor. Não é uma leitura rápida, mas vale a pena se debruçar neste tema e neste texto.

Valeu

Ricco

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Cemitério de Missionários

Uma análise do não ambiente missionário da grande maioria de nossas igrejas e lares.

Ensaio

João Luiz Santiago

Li há meses o relato de um missionário discorrendo sobre as dificuldades de seu ministério na Ásia. Ele atua num país islâmico que, apesar de não completamente fechado ao evangelho, há muitas desistências de obreiros em face das dificuldades encontradas. A região é considerada, em meios missionários, como “cemitério de obreiros” ou “cemitério de missionários”. Sabe-se também de realidades semelhantes em alguns países da América Latina.

Que interessante isso, denominarmos uma região ou área ministerial como “cemitério de missionários” devido as agruras e dificuldades do trabalho. É assim denominada porque muitos obreiros voltam prematuramente do campo, como que mortificando, assim, sua vocação ministerial missionária naquele lugar.

Realmente, a falta de frutos, perseguições, antipatias variadas, sacrifícios pessoais e familiares, etc. são elementos de desânimo e retorno prematuro do campo.

Motivado por isso, gostaria aqui de fazer uma reflexão a respeito.

Entre os indígenas das selvas amazônicas há uma experiência assemelhada, eu diria. Por exemplo, nossos filhos, em nossa experiência ministerial, e de muitos colegas que atuam entre povos indígenas isolados, deixaram de ter o convívio dos parentes, encontros familiares, datas especiais, etc. Nova língua (aliás, duas em nosso caso), cultura (idem), etc. foram desafios no norte do Brasil para nossa família, com uma diferença: sem os confortos de uma cidade e seus recursos e entreterimentos, mas em duas casas isoladas. Uma totalmente de madeira, fincada, literalmente, no meio da selva (1 hora e 15 min. de voo da cidade sede da Missão!), e a outra de pau-a-pique (feita de madeira, barro e areia) nas frias serras ao lado do Monte Roraima. Naquela, água só do rio ou da chuva e, nesta, do poço. Banho? no rio ou de chubalde…

Privações e vida simples foram comuns para nossa família, assim como o é para muitos missionários entre povos indígenas do Brasil, por exemplo. Obviamente, há também muitas vezes certas animosidades por parte do povo alvo, assim como perseguições variadas em suas sutilezas e metodologias oriundas de ONGs de “defesa dos direitos humanos”, órgãos oficiais e outros interesses bastante fortes como os de garimpeiros, madeireiros, fazendeiros, grileiros, etc.

Infelizmente, eu e minha esposa não pudemos ver de forma mais clara, enquanto no campo, o resultado do trabalho de nossas mãos. Outros colegas colheram e estão colhendo, o que outrora fora semeado, o que nos causa grande alegria. Que maravilha ouvirmos de muitos obreiros atuais que estão batizando aqueles que têm entregado suas vidas a Jesus; eu não tive o privilégio de batizar nenhum dos indígenas com os quais trabalhei por 14 anos. Louvado seja o Senhor!!! Aleluias pelo que tem acontecido atualmente, e já há alguns anos.

Pois é, essa é a realidade; é o ministério missionário entre indígenas amazônicos: sacrifícios, isolamento, perseguições, privações, comidas diferentes, insetos, animais peçonhentos, malária, rios encachoeirados, perigos mil… Tudo isso é parte do dia-a-dia de obreiros nas selvas. É inerente ao ministério, pura e simplesmente.

Mas espere! Na verdade, que sacrifícios são estes comparados aos pioneiros que desbravaram há cinquenta, setenta anos atrás aquelas selvas, se embrenhando por elas? Que sacrifícios são estes comparados ao esvaziamento de Jesus quando veio e habitou entre nós???

A expressão, “cemitério de missionários” é mais uma daquelas expressões que em nada contribui para o reino ou para novos missionários se juntarem à tarefa, seja em que campo de atuação for. Conheci obreiros que trabalharam com povos indígenas e que saíram do trabalho frustrados, tristes, desanimados, etc. e nem por isso há um cemitério de missionários nas selvas amazônicas. Aliás, considerando o ministério entre os indígenas do Brasil, especialmente da região da Amazônia Legal, poderíamos tomar emprestada esta expressão para fazer referência às dificuldades, limitações, sacrifícios e outras muitas palavras que descrevem os contextos ministeriais adversos entre esses povos que ali vivem. Mas isso seria bobagem!

A expressão “cemitério de missionários” para que serve??? Serve apenas para o contraproducente, o repelir novos obreiros; serve apenas para afagar a auto comiseração de muitos obreiros, ou o ego de missionários “Indiana Jones” às avessas. Bobagem!

Os cemitérios de missionários, se é que vamos usar tal expressão sensacionalista, estão muito longe dos campos onde os obreiros atuam, seja em que continente for. Cemitério de missionários são púlpitos estéreis de desafios missionários. São púlpitos covardes que não confrontam os membros da igreja para o envolvimento em missões. Isto sim, poderíamos chamar de cemitério de missionários.

Cemitério de missionários são pais egoístas que não liberam seus filhos e filhas para o serviço de Deus. Cemitério de missionários são pastores pequenos, fracos, covardes que não são capazes de abrir a Palavra e afirmar “… assim diz o Senhor…” sobre a necessidade de mais obreiros transculturais.

Cemitério de missionários são escolas de formação teológica onde a teologia é motivo de afastamento dos futuros formandos dos campos. É sabido, e tristemente atestado, que muitos alunos iniciantes sofrem de um acentuado arrefecimento de sua visão e vocação ministeriais missionárias à medida que avançam em seus estudos teológicos. São alvos (eu diria, vítimas) de professores que atribuem à teologia, ou a carreira ministerial, como ascensão acadêmico-social, um quase “plano de carreira academicista”. Por esta razão muitos egressos dessas escolas nem pensam em sair de um grande ou médio centro para plantação de igreja em regiões necessitadas. Nem mesmo pastorear um grupo menor ou mais afastado. Missões de ponta de lança? Nem pensar em tal coisa!!! São obreiros nati-mortos em termos missionários; isto, sim, é cemitério de missionários.

Que coisa triste, lamentável mesmo pois, quem é a “mãe da teologia” senão a revelação e comunicação de Deus a nós, (missões!) que, justamente, é o objeto da teologia?!

É lamentável também vermos igrejas que têm um potencial enorme para suprirem os campos missionários com seus rapazes e moças, mas que se contam nos dedos, quando muito, os que dali saíram para os “…campos brancos para a ceifa”.

Não é pequeno o número de pastores que não conseguem ver além do reino sectário de sua igreja e ou denominação. Há muitos pastores que conseguem motivar os seus jovens para carreiras profissionais, apoiá-los em seus cursinhos e faculdades, orar por eles ao serem aprovados no vestibular ou quando vão morar em outra cidade, estado ou país distantes. Mas não os motivam à carreira ministerial. Para esta última, há uma série de exigências a serem cumpridas para que tenham a aprovação da liderança. Exigências estas muitas vezes absurdas.

Líderes que agem como se fossem os donos da vocação ou do chamado de Deus para suas ovelhas; que tristeza!

Enquanto tal ocorre muitos jovens são arrefecidos em seu entendimento do serviço a Deus. Muitos nem mesmo ouvem de seus líderes, seja do púlpito ou em conversas pessoais, sobre a necessidade de exposição do evangelho entre os povos ainda não alcançados. Não são despertados para a verdade que o alcance desses povos depende do desprendimento de rapazes e moças que se lancem, depois de bem preparados, ao campo missionário.

E o que dizer de pais que projetam nos filhos seus sonhos frustrados de outrora?! Em consequência disso, só conseguem vislumbrar uma carreira secular promissora para seus filhos. Carreira esta que produzirá ganhos materiais e estabilidade financeira, pois não admitem seus filhos como obreiros do Senhor, missionários onde Deus os quiser conduzir. Muitos até mesmo querem fazer dos seus filhos esteios de sua velhice, onde a segurança futura é depositada no bom sucesso de suas crias.

Que desperdício de juventude, criatividade, vigor, inteligência, etc. se observa quando os pais não admitem que seus filhos sirvam ao Senhor. Muitos consideram isso até mesmo vexatório, humilhante, atestado de incapacidade. “-Meu filho, obreiro do Senhor, missionário??? De forma alguma! Ele será alguém na vida”. é a afirmação, normalmente não verbalizada, mas algumas vezes, sim, de muitos pais.

Quanta marginalização por parte de pais egoístas que não conseguem ser motivadores para que seus filhos encontrem plena realização no serviço do Mestre, na obra missionária.

Sim, há muitos cemitérios de missionários em muitos lares de pais crentes mas que pouco confiam no Senhor para a condução e direção dos seus filhos.

Infelizmente, há dois tipos de pessoas, onde os jovens que desejam servir ao Senhor, encontrarão dificuldades de darem cabo de sua vocação e decisão de servirem no campo missionário: os pastores e os pais. Estes por seus, basicamente, egoísmos e medos de deixarem Deus conduzir seus filhos. Aqueles por terem uma visão medíocre e, não raras vezes, orgulhosa, a tal ponto de se constituírem nos donos da vocação de suas jovens ovelhas.

Precisamos, obviamente, reverter este triste quadro, tanto o pastoral/eclesiástico quando o paterno/familiar. A obra missionária que está diante de nós não comporta pensamentos e atitudes tão pouco visionárias, egoístas e medíocres. A obra missionária a ser feita só poderá, efetivamente, acontecer com nova mão de obra. E esta se encontra, exatamente, dentro de nossos lares e de nossas igrejas.

Ser um engenheiro, médico, advogado, dentista, militar, etc. qualquer um pode ser e desempenhar uma ótima profissão, com testemunho relevante no tecido social onde trabalhará. Mas um obreiro de Deus, um missionário de dedicação exclusiva ao serviço do Senhor, é tarefa apenas para aquele que persistentemente assim decidir e lutar. Que não se conforma com o cemitério que há ao redor de si, em sua igreja e ou lar.

Estes lutarão e insistirão já em sua própria casa e igreja, pois são, geralmente, nesses ambientes onde encontrarão as primeiras e mais fortes contrariedades para prosseguir.

Muitos pastores e pais, em flagrante reflexo de falta de visão e compromisso sério e visionário com Deus, serão os primeiros a tentarem (e muitos o conseguirão) demover suas ovelhas e filhos dessa “loucura” de querer ser missionários.

Nossa família, filhos e nossas ovelhas são instrumentos do Senhor para o alcance dos perdidos sem o conhecimento de Deus. Mas para que nós, pais e pastores, saibamos conduzir tais instrumentos a efetividade ministerial, necessitamos usar mais adequadamente a autoridade que o Senhor nos delegou. Usá-la com visão larga e aberta das necessidades e oportunidades do campo missionário. Usá-la debaixo da dependência do Senhor desses campos e do Seu desejo em alcançá-los. Usá-la de forma menos egoísta e marginal, a fim de que nossas ovelhas e filhos vejam em nós o entendimento de serem eles a resposta de Deus aos campos.

Queridos, precisamos abrir mão dessa potencial mão-de-obra; precisamos dar direcionamento bíblico abalizado a ela; precisamos ser melhores mordomos das ovelhas de nossas igrejas e filhos de nossos lares.

Não podemos ser pás que trabalham com a morte num cemitério de missionários em nossas igrejas e lares.

Que sejamos aqueles que trabalham com a “puericultura missionária”. Aqueles que promovem e asseguram o nascimento e o desenvolvimento de visões saudáveis naqueles que o Senhor nos deu a liderar.

Que O Senhor nos ajude. E Ele assim quer!

Juntos com Jesus, o Missionário por excelência,

João Luiz Santiago

João Luiz, e Denise, sua esposa, são missionários da MEVA.
Trabalharam 14 anos entre os yanomamis e macuxis, no estado de RR.
Atualmente coordena o Dpto. de Missões do SBPV.
Seu filho, João Luiz (Joãozinho), é também missionário da MEVA entre os yanomamis.
Sua filha, Lara Luíza, com seu marido, André, se preparam para a obra.

Missionários José Dílson e Zeneide e o Projeto Obadias no Senegal

josedilson
Esta correndo uma mobilização pela libertação dos missionários José Dílson e Zeneide que estão presos no Senegal, eu quero juntar forças com eles. Os dois missionários brasileiros e obreiros da Igreja Presbiteriana do Brasil naquele país, foram detidos por questões religiosas segundo a lei do Senegal. Eles realizam um belo projeto com crianças em situação de rua, o Projeto Obadias. Devemos, no mínimo, orar, assinar um abaixo assinado e espalhar a informação em sua igreja e com seus amigos.

Veja abaixo um vídeo com o Projeto Obadias

clique aqui caso não veja o vídeo acima

Clique aqui para assinar o abaixo assinado dirigido as autoridades brasileiras e senegalesas

Fique ligado no site da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais da Igreja Presbiteriana do Brasil que é a fonte oficial de notícias.

Valeu e até

Ricco

Saiba mais sobre o orfanato na Bolívia

niños carcel bolivia orfanatocrianças no orfanato da Expedição Mochila na Bolívia

O orfanato aqui na Bolívia começou e estamos caminhando, aprendendo, descobrindo. Tem sido uma boa experiência cuidar dos garotos aqui. O nosso plano original era tirar as crianças do presídio de Puerto Suarez, e cumprimos esta tarefa. Estamos fazendo mais, pois a Defensoria de la Niñez da cidade tem nos enviado crianças órfãs, abandonadas e com todo tipo de abuso e exploração.

Uma boa maneira de ficar informado sobre o orfanato é dar um CURTIR na página da Expedição Mochila no Facebook.

Eu montei uma lista com vários links de matérias, vídeos, reportagens e outras informações sobre as crianças nos presídios da Bolívia. Tem matéria da TIME e da BBC, vídeos de ministérios que atuam na Bolívia e bastante coisa para você se informar. Clique aqui e veja a lista, e aos poucos pode ir tomando conhecimento do tamanho do desafio que estamos envolvidos ao decidir trabalhar para tirar as crianças dos presídios.

Valeu e até mais

Ricco

Presídio de Palmasola, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

O dia que eu fui ao maior presídio da Bolívia, onde vivem mais de 1000 crianças com seu pai e/ou mãe. Desta visita saiu o projeto da Expedição Mochila de futebol e estudo bíblico para crianças dentro do presídio. O vídeo foi produzido pelo meu truta Davi Mota, que morou com a gente aqui na Bolívia por três meses.


Caso não veja o vídeo acima clique aqui

Até

Ricardo Silva – Ricco

“Ele cumpriu, ele voltou…”

Kit esportivo e bíblico

kit com material esportivo e bíblico

Foi isso que ouvi quando me encontrei com os irmãos que vivem dentro de Palmasola. O Ramiro abriu um sorriso e disse: “Ele cumpriu, ele voltou…”. O mês passado eu visitei o presídio de Palmasola e fiz uma reunião com os líderes da igreja que existe ali dentro. Eles tinham acabado de orar pedindo a Deus ajuda e material para trabalhar com as crianças. Eu não sabia de nada e ofereci apoio pelo projeto Expedição Mochila Futebol. Voltei esta semana e entreguei um kit esportivo e bíblico e dei um treinamento para organizar uma escola de futebol e discipulado de crianças. Quando os irmãos me viram com o material se alegraram e eu também me alegrei com eles. Eles ficaram feliz pela promessa cumprida e apoio para o trabalho com as crianças. E o Máximo, o jovem que é responsável pelo trabalho com as crianças, não parava de repetir como Deus é bom em responder a oração deles no mesmo dia.

Palmasola é um presídio atípico. É uma mini cidade, como um bairro murado. Ali estão presos mais de 4 mil homens, e muito convivem com suas esposas e filhos. Existem mais de mil crianças que moram em Palmasola, e ali dentro não existia nenhuma atividade dirigida para elas. Ali têm de tudo, bares, hotel, igreja, campo e quadra de futebol, praça, restaurante e até uma faculdade de direito. Dentro do PC-4 cada pavilhão é como uma vila com casas, celas e abrigos onde ficam os presos.

Agora é deixar eles trabalharem e ver como será o projeto. Eu volto lá o final de Janeiro para saber como estão indo as coisas. Louve a Deus pela maneira como atendeu a oração do Máximo e outros líderes, ore para que a escola de futebol traga impacto na vida das criançase famílias que vivem ali. Ore pelo Maximo, que Deus dê sabedoria e força para ele, mesmo estando preso, poder servi-Lo e abençoar as crianças com o futebol e estudo bíblico.

Veja esta matéria sobre Palmasola e conheça um pouco mais este presídio.

Valeu e até

Ricco

[Carta Setembro-Outubro] Tempo de consolidar o trabalho

tribo indígena ayoreo

Devocional: Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre.

Em Mateus 6.13 a famosa oração do Pai Nosso termina com: “…porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” É muito interessante observar que apesar da oração, Jesus finaliza com a lembrança de que Deus é quem manda (reino), Deus é quem opera (poder) e toda glória é d’Ele para sempre, nos levando a pensar também na eternidade e que aqui na terra as coisas são passageiras. Esta declaração final de Jesus é uma associação 1 Cr 29.11, quando Davi declara a grandeza de Deus.

A oração em geral tem sido muito associada a pedir algo para Deus, a maioria dos crentes só lembra-se de orar quando precisa de cura, dinheiro, emprego, que algo aconteça ou que alguma coisa vá bem, como uma viagem ou cirurgia. A oração do Pai Nosso também é uma declaração do que Deus é e uma lembrança de seus preceitos. Inclusive uma lembrança que nos guarda do mal e nos da o sustento de cada dia. Na oração do Pai Nosso o único pedido material é o pão nosso de cada dia, deixando claro a importância da simplicidade na vida cristã e combatendo as ostentações desnecessárias.

Creio que o mais importante esta neste final onde Jesus lembra que pertencemos ao reino de Deus, e Deus é o Rei, ele manda e nós obedecemos. Claro que existe uma relação de amor e interesse de Deus por nós. Não é uma coisa de um rei cruel que manda seus súditos obedecerem e ponto final. Deus nos ama, nos recebeu como filhos, nos perdoa, nos levanta quando caímos, mas mesmo assim a obediência é nossa obrigação e não opção. Ou obedecemos ou não fazemos parte do reino de Deus. Além de ser Deus quem manda, é Ele quem opera tudo em todos, pois d’Ele é o poder. Devemos trabalhar, nos empenhar, nos dedicar, Deus condena a preguiçoso. Mas o poder é de Deus, nós não podemos fazer nada sem Ele, e isto não é só uma simples lembrança, mas tem implicações na nosso dia-a-dia, que basicamente deve ser uma vida voltada a Deus. E para terminar Jesus fala de glória e de eternidade, devemos saber que Deus é o Senhor, e o Todo Poderoso e que, ainda que nós vivemos e anunciemos isso na terra, toda honra e glória é d’Ele. Glória tem a ver com reconhecimento de Sua grandeza e poder, que Ele é o criador, que Ele manda e nós obedecemos.

A oração do Pai Nosso é uma maneira de nos aproximarmos de Deus para que Ele nos ajude a viver da maneira correta aqui na terra, pois existe uma eternidade incomparável com qualquer bom momento na terra. A oração é para nos lembrarmos de Deus e seus preceitos, e lembrar que a vida na terra é passageira, e deve ser totalmente dedicada a Ele. E que a eternidade, na glória de Deus, nos aguarda!

O nosso trabalho aqui na Bolívia é levar as pessoas a entenderem e aceitarem isto: Deus manda, Deus opera tudo por Seu poder, Ele merece a glória, nossa atenção, nossa inteira dedicação e, o mais importante, nossa vida aqui é passageira e existe uma eternidade que nos é ofertada por Deus. E esta eternidade começa hoje mesmo, ainda em vida na terra, mas com uma qualidade de vida celestial, santidade a Deus e amor ao próximo.

culto na fogueira

Notícias e dia-a-dia

Aqui na Bolívia estamos bem e seguindo firme no que nos propomos a fazer: levantar uma base missionária. Estamos na fase da rotina e consolidação. Ou melhor, nada mais é novidade, entramos no ritmo de uma agenda fixa e agora estamos trabalhando para consolidar as atividades e pessoas. É muito importante entender o nosso papel aqui de base missionária, com as frentes de evangelismo e início de discipulado. Estamos na fase do evangelismo abundante e visitas constantes, para que um corpo comece a se formar e tenhamos uma igreja se juntando aos Domingos em breve. Dentro do presídio temos uma igreja em andamento, com três irmãos já batizados e sendo discipulados, os cultos tem boa participação e nosso trabalho é bem visto pelos presos.

Nossa agenda esta assim:

  • De Segunda a Sexta pegamos as meninas no presídio as 8h da manhã e levamos a creche, as 16h pegamos na creche e devolvemos no presídio;
  • De Terça a Sexta dedico as manhãs para fazer visitas as famílias, em média uma por dia, e fazer meus devocionais e estudos para preparar as mensagens e aconselhamento;
  • Terça a tarde tem culto no presídio com os presos, após o culto temos um momento de oração e aconselhamento individualmente; estou preparando material para um devocional com os presos que se batizaram; existem mais dois presos para batizar, o batismo será feito em Janeiro; os policiais pediram um estudo bíblico, será as segundas de manhã, estamos aguardando a autorização do comandante;
  • Quarta a Sábado a tarde temos o trabalho com as crianças e famílias do bairro;
  • Quarta e Sexta: escola de futebol e devocional bíblico no ginásio
  • Quinta: estudo de pequenos grupos na base missionária
  • Sábado: dia de lazer e culto evangelístico para crianças, jovens e adultos
  • Domingo pela manhã culto na base, chamamos de devocional bíblico, já que não temos louvor e nem retirada de ofertas;
  • Domingo a noite começamos a apoiar uma congregação batista que esta começando, participamos do culto e as vezes sou convidado a pregar; estamos fazendo planos para ajuda-los com os jovens e adolescentes

Pedidos de oração

Pedimos que orem por nossa família, saúde e segurança. No trabalho orar por equipe, temos aqui um grupo nos ajudando, são de igrejas variadas, alguns missionários aqui na Bolívia, outros de Corumbá. Mas são voluntários e não podemos contar com certeza.

Assista vídeos do ministério e dia-a-dia aqui na Bolívia: http://youtube.com/riccoevgt

Até mais

Ricco

Chamada para oração, Proyecto Esperanza Boliva vem ai!

Daqui da Bolívia seguimos na luta pelas crianças nos presídios bolivianos. Estamos acreditando muito que esta realidade vai mudar. É um grande desafio, mas não vamos retroceder, junte-se a nós! Veja o vídeo abaixo da chamada a oração e depois clique aqui para saber como participar.


caso não veja o vídeo acima clique aqui

Até mais

Ricco