O cuidado que não é cuidado

Eu amo ensinar a Bíblia para as crianças do orfanato. E elas ainda recebem comida, uma boa cama, educação, saúde. Mas tenho sido incomodado com um pensando, e esta ideia me aflige especialmente quando saio do orfanato a noite e volto para minha casa. Quais os cuidado que uma criança precisa? Eu nunca vou suprir o que elas realmente precisam, todo amor e afeto que dou a elas nunca será igual ao amor e afeto que uma criança recebe em um contexto familiar.

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Deus tem me desafiado a me envolver mais ainda com elas. E isto não tem a ver com dar um bom par de tênis ou fazer um churrasco de vez em quando no orfanato, tem a ver com amor, afeto, carinho, envolvimento. Eu sei que nunca vou conseguir tratar estas crianças como trato minhas filhas Rebeca e Rafaela, mas Deus tem me cobrado para amá-las mais. E eu achando que fazia muito (pobre orgulho), Deus vem e mostra que é possível amar mais. Estou fazendo um desabafo, conto com suas orações por isto!

“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.” 1 Coríntios 13.13

Ore também pela saúde da Lari, a gravidez e o bebê que vem ai, ore pela Rafaela que tem estado mal de saúde nestes dias.

Se além de orar, quiser contribuir com o sustento de nossa família, clique aqui ou entre em contato.

Valeu

Ricco

“Ele cumpriu, ele voltou…”

Kit esportivo e bíblico

kit com material esportivo e bíblico

Foi isso que ouvi quando me encontrei com os irmãos que vivem dentro de Palmasola. O Ramiro abriu um sorriso e disse: “Ele cumpriu, ele voltou…”. O mês passado eu visitei o presídio de Palmasola e fiz uma reunião com os líderes da igreja que existe ali dentro. Eles tinham acabado de orar pedindo a Deus ajuda e material para trabalhar com as crianças. Eu não sabia de nada e ofereci apoio pelo projeto Expedição Mochila Futebol. Voltei esta semana e entreguei um kit esportivo e bíblico e dei um treinamento para organizar uma escola de futebol e discipulado de crianças. Quando os irmãos me viram com o material se alegraram e eu também me alegrei com eles. Eles ficaram feliz pela promessa cumprida e apoio para o trabalho com as crianças. E o Máximo, o jovem que é responsável pelo trabalho com as crianças, não parava de repetir como Deus é bom em responder a oração deles no mesmo dia.

Palmasola é um presídio atípico. É uma mini cidade, como um bairro murado. Ali estão presos mais de 4 mil homens, e muito convivem com suas esposas e filhos. Existem mais de mil crianças que moram em Palmasola, e ali dentro não existia nenhuma atividade dirigida para elas. Ali têm de tudo, bares, hotel, igreja, campo e quadra de futebol, praça, restaurante e até uma faculdade de direito. Dentro do PC-4 cada pavilhão é como uma vila com casas, celas e abrigos onde ficam os presos.

Agora é deixar eles trabalharem e ver como será o projeto. Eu volto lá o final de Janeiro para saber como estão indo as coisas. Louve a Deus pela maneira como atendeu a oração do Máximo e outros líderes, ore para que a escola de futebol traga impacto na vida das criançase famílias que vivem ali. Ore pelo Maximo, que Deus dê sabedoria e força para ele, mesmo estando preso, poder servi-Lo e abençoar as crianças com o futebol e estudo bíblico.

Veja esta matéria sobre Palmasola e conheça um pouco mais este presídio.

Valeu e até

Ricco

[Carta Setembro-Outubro] Tempo de consolidar o trabalho

tribo indígena ayoreo

Devocional: Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre.

Em Mateus 6.13 a famosa oração do Pai Nosso termina com: “…porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” É muito interessante observar que apesar da oração, Jesus finaliza com a lembrança de que Deus é quem manda (reino), Deus é quem opera (poder) e toda glória é d’Ele para sempre, nos levando a pensar também na eternidade e que aqui na terra as coisas são passageiras. Esta declaração final de Jesus é uma associação 1 Cr 29.11, quando Davi declara a grandeza de Deus.

A oração em geral tem sido muito associada a pedir algo para Deus, a maioria dos crentes só lembra-se de orar quando precisa de cura, dinheiro, emprego, que algo aconteça ou que alguma coisa vá bem, como uma viagem ou cirurgia. A oração do Pai Nosso também é uma declaração do que Deus é e uma lembrança de seus preceitos. Inclusive uma lembrança que nos guarda do mal e nos da o sustento de cada dia. Na oração do Pai Nosso o único pedido material é o pão nosso de cada dia, deixando claro a importância da simplicidade na vida cristã e combatendo as ostentações desnecessárias.

Creio que o mais importante esta neste final onde Jesus lembra que pertencemos ao reino de Deus, e Deus é o Rei, ele manda e nós obedecemos. Claro que existe uma relação de amor e interesse de Deus por nós. Não é uma coisa de um rei cruel que manda seus súditos obedecerem e ponto final. Deus nos ama, nos recebeu como filhos, nos perdoa, nos levanta quando caímos, mas mesmo assim a obediência é nossa obrigação e não opção. Ou obedecemos ou não fazemos parte do reino de Deus. Além de ser Deus quem manda, é Ele quem opera tudo em todos, pois d’Ele é o poder. Devemos trabalhar, nos empenhar, nos dedicar, Deus condena a preguiçoso. Mas o poder é de Deus, nós não podemos fazer nada sem Ele, e isto não é só uma simples lembrança, mas tem implicações na nosso dia-a-dia, que basicamente deve ser uma vida voltada a Deus. E para terminar Jesus fala de glória e de eternidade, devemos saber que Deus é o Senhor, e o Todo Poderoso e que, ainda que nós vivemos e anunciemos isso na terra, toda honra e glória é d’Ele. Glória tem a ver com reconhecimento de Sua grandeza e poder, que Ele é o criador, que Ele manda e nós obedecemos.

A oração do Pai Nosso é uma maneira de nos aproximarmos de Deus para que Ele nos ajude a viver da maneira correta aqui na terra, pois existe uma eternidade incomparável com qualquer bom momento na terra. A oração é para nos lembrarmos de Deus e seus preceitos, e lembrar que a vida na terra é passageira, e deve ser totalmente dedicada a Ele. E que a eternidade, na glória de Deus, nos aguarda!

O nosso trabalho aqui na Bolívia é levar as pessoas a entenderem e aceitarem isto: Deus manda, Deus opera tudo por Seu poder, Ele merece a glória, nossa atenção, nossa inteira dedicação e, o mais importante, nossa vida aqui é passageira e existe uma eternidade que nos é ofertada por Deus. E esta eternidade começa hoje mesmo, ainda em vida na terra, mas com uma qualidade de vida celestial, santidade a Deus e amor ao próximo.

culto na fogueira

Notícias e dia-a-dia

Aqui na Bolívia estamos bem e seguindo firme no que nos propomos a fazer: levantar uma base missionária. Estamos na fase da rotina e consolidação. Ou melhor, nada mais é novidade, entramos no ritmo de uma agenda fixa e agora estamos trabalhando para consolidar as atividades e pessoas. É muito importante entender o nosso papel aqui de base missionária, com as frentes de evangelismo e início de discipulado. Estamos na fase do evangelismo abundante e visitas constantes, para que um corpo comece a se formar e tenhamos uma igreja se juntando aos Domingos em breve. Dentro do presídio temos uma igreja em andamento, com três irmãos já batizados e sendo discipulados, os cultos tem boa participação e nosso trabalho é bem visto pelos presos.

Nossa agenda esta assim:

  • De Segunda a Sexta pegamos as meninas no presídio as 8h da manhã e levamos a creche, as 16h pegamos na creche e devolvemos no presídio;
  • De Terça a Sexta dedico as manhãs para fazer visitas as famílias, em média uma por dia, e fazer meus devocionais e estudos para preparar as mensagens e aconselhamento;
  • Terça a tarde tem culto no presídio com os presos, após o culto temos um momento de oração e aconselhamento individualmente; estou preparando material para um devocional com os presos que se batizaram; existem mais dois presos para batizar, o batismo será feito em Janeiro; os policiais pediram um estudo bíblico, será as segundas de manhã, estamos aguardando a autorização do comandante;
  • Quarta a Sábado a tarde temos o trabalho com as crianças e famílias do bairro;
  • Quarta e Sexta: escola de futebol e devocional bíblico no ginásio
  • Quinta: estudo de pequenos grupos na base missionária
  • Sábado: dia de lazer e culto evangelístico para crianças, jovens e adultos
  • Domingo pela manhã culto na base, chamamos de devocional bíblico, já que não temos louvor e nem retirada de ofertas;
  • Domingo a noite começamos a apoiar uma congregação batista que esta começando, participamos do culto e as vezes sou convidado a pregar; estamos fazendo planos para ajuda-los com os jovens e adolescentes

Pedidos de oração

Pedimos que orem por nossa família, saúde e segurança. No trabalho orar por equipe, temos aqui um grupo nos ajudando, são de igrejas variadas, alguns missionários aqui na Bolívia, outros de Corumbá. Mas são voluntários e não podemos contar com certeza.

Assista vídeos do ministério e dia-a-dia aqui na Bolívia: http://youtube.com/riccoevgt

Até mais

Ricco

Foi assim que tudo começou

Hoje estamos aqui na Bolívia, no campo missionário transcultural, tempo integral no ministério e com preparo formal pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida.

Mas para obedecer a Deus não precisa nada disto, basta tomar uma atitude e começar hoje, onde está. O vídeo abaixo mostra nosso primeiro trabalho de evangelismo e discipulado. Era no bairro onde morávamos em São Paulo, não era o campo missionário transcultural. Eu ainda trabalhava secularmente e não estava tempo integral no ministério. Eu não tinha preparo formal e nem pensava que um dia ai a um seminário bíblico.

Foi assim que tudo começou, abrindo espaço em nossa agenda e obedecendo ao “ide” onde estávamos e com as ferramentas que tínhamos na mão. Espero que sirva de exemplo para você saber que pode obedecer ao “ide” agora mesmo onde você está!


caso não veja o vídeo acima clique aqui

até mais

Ricco

Primeiro Acampamento Bíblico da Base Missionária da IEP Sede na Bolívia

Estamos na véspera do primeiro Acampamento Bíblico da Base Missionária da IEP Sede na Bolívia, serão 40 crianças da nossa Escola de Futebol na Bolívia. Esses meninos nunca foram para um acampamento e estão muito animados.

O acampamento é uma atividade muito legal para as crianças, seus familiares e também para trazer credibilidade para o nosso trabalho aqui na Base Missionária da IEP Sede na Bolívia. Este é o primeiro, queremos repetir em todas as férias de Janeiro e Julho o acampamento bíblico. Muitas pessoas, como eu, conheceram a Cristo em um acampamento de igreja, eu espero que com estas crianças não seja diferente.

Aqui na Base Missionária da IEP Sede na Bolívia estamos recebendo o apoio de uma equipe da Expedição Mochila e da Jocum Campinas, são 16 jovens brasileiros que estão dedicando seu tempo de férias aqui na Bolívia para o Impacto Bolívia, que além do acampamento bíblico esta realizando outras atividades como campeonato de futebol, teatro e evangelismo ao ar livre na praça e em algumas igrejas. Em breve mando um reporte completo do programa com fotos.

Preparando as atividades e gincanas para o acampamento

Equipe brasileira na Bolívia

Galera ensaiando o teatro para o acampamento

Agora quero pedir oração pelo acampamento bíblico que começa amanhã. São três pedidos, ore, divida com seus amigos e igreja, espalhe para que muitas pessoas orem também.

1. Ore para que a Palavra de Deus seja entendida e assimilada entre as crianças, ore pelo relacionamento entre os missionários e as crianças em todos os momentos, especialmente nos pequenos grupos de estudo bíblico;

2. Ore pela segurança da viagem, da equipe, das crianças e pela tranquilidade dos pais que estão enviando seus filhos para dormirem fora de casa pela primeira vez;

3. Ore pelo pós acampamento, que estas crianças e suas famílias entendam a importância de congregar e fazer parte de uma comunidade que esta se formando a partir da Base Missionária da IEP Sede na Bolívia.

Conto com sua oração e divulgação.

Ricco

Porque Escola de Futebol e Pastoral Carcerária?

Aqui na Bolívia atuamos em duas frentes de trabalho para alcançar as vidas: Escola de Futebol e Pastoral Carcerária. Temos ainda o orfanato que esta em fase de planejamento e ligado a Pastoral Carcerária.

Como e porque começamos estes dois projetos?
Quando chegamos à Bolívia eu já vim com a ideia de começar uma Escola de Futebol como já fazia no Brasil, em São Paulo, Vila Madalena, o Morrão Futebol Clube. O Morrão FC é um projeto de esporte e estudo bíblico e já acontece desde 2004 em SP. Como eu tenho experiência nesta área e sei que o futebol é uma poderosa ferramenta para alcançar as crianças, jovens e também chegar a seus familiares, já vim para cá com este projeto na mala.

Começamos o futebol com a criançada do bairro usando uma praça ao lado de casa, rapidamente chegamos a 30 garotos. Eu fui buscar apoio a Defensoria de La Niñez (DLN), que é como o Conselho Tutelar no Brasil. Chegando lá conversei sobre o projeto de futebol com a Leslie, psicóloga e coordenadora da DLN, e como podíamos ter uma parceria, já que a escola de futebol ajuda a garantir os direitos da infância. Consegui o ginásio da cidade para dar os treinos!

Antes de encerrar a conversa eu perguntei se existia algo mais que poderíamos fazer pelas crianças de Puerto Suarez e quais eram as áreas mais carentes relacionado a garantia dos direitos da infância aqui em Puerto Suarez Bolívia. A Leslie me apresentou uma situação terrível, que eu nunca esperava ouvir e nunca imaginei que existisse. No presídio de Puerto Suarez algumas crianças ficam presas junto com seu pai ou mãe, e mais, no presídio ficam todos juntos: homens, mulheres e crianças.

O que acontece é que algumas pessoas que vão presas não têm parentes fora da cadeia que possa ficar com seus filhos. Ou o familiar mora longe ou é muito pobre e não tem condições de criar um ou mais filhos, que gera despesas, cuidados e atenção. Com isso, a criança vai para a cadeia junto com a mãe ou o pai, e vive com outros presos a rotina e dia-a-dia de um presídio, que por si só já tem condições horríveis até para os adultos, imagina para as crianças que tem entre 2 e 9 anos. A maioria das crianças vai presa junto com a mãe, mas já pegamos um caso de uma menina estar presa com o pai.

Conversando com a Leslie, da DLN, fizemos um projeto em duas fases. A primeira fase começou imediatamente no outro dia, retiramos as crianças do presídio das 8h as 16h e as levamos para uma creche, demos uniforme, material e o transporte diário de ida e volta. Mas elas ainda dormem no presídio e passam lá o fim de semana inteiro. A segunda fase do projeto é iniciar um orfanato, onde estas crianças ficariam em definitivo enquanto sua mãe ou pai estão presos. E o orfanato atenderia outras situações com crianças em maus tratos, órfãos, abandono ou extrema pobreza. Aqui na região ainda não existe nenhum orfanato. E o acordo é que nenhuma criança vá mais ao presídio, quando alguém for preso e não tiver com quem deixar os filhos, as crianças serão direcionados ao orfanato e ficarão lá até a soltura do seu pai ou mãe, ou até que um familiar queira cuidar provisoriamente, e claro, apresente condições para isso.

Depois que começamos a ir ao presídio para atender as crianças, conversei com alguns presos e policiais e iniciamos um culto uma vez por semana para os adultos. Eles não tinham nenhum tipo de assistência espiritual. Hoje, além do culto, já temos um discipulado, aconselhamento e estamos preparando um curso de escola bíblica e nosso primeiro batismo.

“Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá.” Provérbios 19:21

A Escola de Futebol e a Pastoral Carcerária são nossas atividades de evangelismo. Começamos a fazer reuniões na Base Missionária e cremos que as vidas alcançadas virão ouvir a Palavra e congregar aqui na base e assim estamos iniciando uma pequena congregação, plantando uma igreja.

Agora você já sabe como e porque estamos envolvidos nestes dois projetos. A Escola de Futebol eu já tinha em mente ao vir a Bolívia, a Pastoral Carcerária eu não fazia a menor ideia que ia rolar, muito menos a questão do orfanato. Creio que Deus esta conduzindo tudo e fazendo a vontade d’Ele. Algo muito legal é que estes são trabalhos inéditos para estes públicos aqui na cidade de Puerto Suarez. Os meninos da Escola de Futebol não participavam de nada na área esportiva fora do período do colégio. E no presídio nenhum missionário ou pastor fazia culto ou dava atenção à questão das crianças e dos presos.

Ore pela Escola de Futebol e pela Pastoral Carcerária! Ore também pelo Orfanato: uma propriedade adequada para alugar e um casal de missionários para se juntar a nós na equipe.

Veja mais fotos abaixo:
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Valeu e até

Ricco

Série no Evangelho de João: Encontros com pessoas. Nicodemos, cap. 3.

Série no Evangelho de João: Encontros com pessoas.
Nicodemos, cap. 3.1-21.

Para download desde sermão clique aqui

Sobre esta série clique aqui

Devemos considerar, antes de começar, a envergadura de um homem como Nicodemos de procurar Jesus. Tamanha era sua importância que ele o procura a noite, pois normalmente um grande mestre da lei, um fariseu, um homem importante, não procurava Jesus para aprender, mas sim para contestar, testar, provocar.

Nicodemos mostra humildade em querer aprender, mesmo sendo um fariseu. Esta passagem mostra como nada no mundo pode trazer a verdadeira Luz e ensino ao homem a não ser Jesus Cristo. Nicodemos conhecia muito bem a Lei, mas tanto a Lei como sua inteligência e influência (capacidade de conhecer, pesquisar, consultar) era insuficiente para as suas ânsias e dúvidas mais íntimas, mais inquietantes. Na verdade creio que o conhecimento da Lei fez dar atenção a Jesus, coisas que outros fariseus por orgulho ou outro motivo, repudiavam.

Com Nicodemos começamos aprendendo sobre humildade do homem e incapacidade das religiões e filosofias fora de Cristo para darem uma resposta ao homem que o tranquilize sobre a vida eterna e a vida com Deus aqui na terra hoje.

Nicodemos procura Jesus após a purificação do templo (João 2.12-22). Uma ação que talvez causasse repulsa na maioria dos líderes, especialmente das autoridades judaicas que permitiam aquilo ali (talvez recebessem propina e comissão, talvez; fato é que os líderes judeus poderiam acabar com aquele comercio e não faziam). Nicodemos talvez tenha visto em Jesus, neste ato de purificação do templo, algo correto, algo justo, algo verdadeiro. Nicodemos, depois da purificação do templo e de outros sinais, pensou que realmente Jesus tinha algo de divino. Mas ao ver algo certo, apesar de traumático, como a purificação do templo, ele não se afastou, mas se aproximou de Jesus. Humildade para aprender e verificar antes de contestar e condenar, algo que Nicodemos mostrou em João 7.50-51.

“Sabemos” no v.2 mostra que havia mais pessoas que estavam observando Jesus e seus feitos, mas Nicodemos tomou a atitude de ir lá falar com ele. Este “sabemos” pode ser o povo geral, mas acho que Nicodemos estava se referindo ao seu círculo mais próximo, incluindo outros fariseus. Mas o que Jesus fala e ensina a Nicodemos é algo para todo o homem e não apenas algo particular para Nicodemos, é um ensino sobre salvação e sobre o amor de Deus ao mundo, é um ensino para todo homem sobre o quanto Deus os amou, João 3.16.

Nicodemos foi a Jesus falando de sinais, v.2, de algo que se vê e impressiona. E é isto que buscamos em Jesus muitas vezes, sinais, algo palpável, visível. Mas Nicodemos foi surpreendido com o ensino de Jesus sobre novo nascimento, v.3. Tanto pela surpresa de algo que talvez ele não esperasse ouvir, quanto pela impossibilidade humana de isto acontecer. Não sabemos o que Nicodemos foi buscar, mas ao reconhecer que Jesus era Mestre, talvez estivesse pensando em questões políticas, como todos ou a grande maioria da época via Jesus. E mesmo que tenha ido pensando em coisas espirituais, foi surpreendido com algo que não falava, ou não estava explícito, na Lei que ele bem conhecia. Nicodemos ouviu algo que nunca tinha ouvido antes, algo que era impossível se realizar humanamente. Ele ficou intrigado, mas sempre mostrando disposição em aprender. O que era este negócio de nascer de novo? v.4, 7 e 10. Creio que Jesus queria dirigir a conversa para algo espiritual e não só terreno como sinais visíveis, Jesus queria falar de conversão de vida, de mudança de coração, de algo que não se consegue de maneira humana ou por meios naturais.

Jesus associa a questão de nascer de novo com o reino de Deus. E Jesus fala de “ver” o reino de Deus no v.3 e “entrar” no reino de Deus no v.5, é através do novo nascimento que a pessoa passa a ver e perceber uma nova vida, um novo estilo de vida, é uma visão que se colocada em prática, é a conversão vivida, o real nascer de novo. É impossível ver se não crer antes, quem não nasce de novo não vê o reino de Deus, v.3. É impossível viver esta vida se não a vermos antes, se não tivermos esta visão do reino de Deus, e assim acreditarmos, nasce em nós uma nova esperança. O nascer de novo é uma nova realidade na mesma vida terrena, no mesmo dia-a-dia, continuamos com o mesmo cabelo, mesma altura, mesmos familiares, continuamos vivendo nossa vida na terra. O que muda é o coração a partir da fé em Cristo e Sua obra, e consequentemente nossos pensamentos e atitudes.

O reino de Deus nada mais é que o domínio de Deus (Gn 1.28), o homem vivendo totalmente debaixo da suprema vontade de Deus, é a vontade de Deus levada a cabo sem contestação ou desvio. O reino de Deus é a obediência total a Deus, esta é a nova vida que vemos e vivemos quando nascemos de novo. O reino de Deus é a vontade suprema de Deus no coração do individuo, algo pessoal e individual, na comunidade cristã e refletindo onde ela esta inserida, algo comunitário, tanto para esta época do hoje, nosso tempo, como na vindoura.

Nascer de novo é, acima de tudo, se tornar criança e aprender tudo de novo sobre Deus, mundo, pessoas, relacionamentos, sobre a vida. É a disposição em ser discípulo, aprendiz, mesmo já sendo adulto e sabendo bastante coisa sobre a vida. Nascer de novo implica humildade para agir de maneira diferente em obediência a Palavra de Deus e não mais agir do mesmo modo guiado por nós mesmos.

Porque Jesus fala sobre o vento comparando o nascer de novo, ou a pessoa que nasce de novo no v.8 Assim como não entendemos totalmente as questões do vento, não entendemos totalmente as questões de um novo nascimento e do agir de Deus no coração do homem. Porém assim como ouvimos o vento, também temos algumas evidências na vida de uma pessoa que nasceu de novo, e creio que tenha a ver com ouvi-la porque agora ela fala e testemunha do reino de Deus, é isso que sugere o contexto seguinte, a partir do v.11. Não entendemos de onde o vento vem e para onde vai o vento, mas o percebemos ouvindo-o, temos uma evidência que o vento esta ali naquele momento. O reino de Deus não é algo visível (Lucas 18.20-21), mas é algo perceptível através de vidas transformadas pela Palavra e pelo Espírito. Vidas onde Jesus Cristo é o rei em seu coração e sito é manifesta pela sua total obediência a Palavra. Entrar no reino de Deus é algo que começa agora, começa hoje, entramos no reino de Deus quando nos convertemos crendo em Cristo Jesus. Apesar de não entendermos totalmente como o Espírito Santo age em nós quando cremos, as pessoas perceberão as evidências desta conversão, e talvez a principal evidência seja o anunciar o reino de Deus a outras pessoas.

Deus deu Jesus ao mundo por amor aos homens, v.16, e para combater e vencer o pecado e o mal. Um convertido não vive mais pecando, escravo do pecado. Ainda temos a natureza pecaminosa, ainda cometemos pecado (cada vez menos cometemos pecados; somos libertos dos “grandes” pecados; cada vez mais o pecado é um acidente na vida no crente), mas não temos mais a punição pelos pecados. E isso ocorre porque olhamos para aquele que se fez pecado por nós, Jesus Cristo, assim como a questão da serpente no deserto com Moisés, v.13. Quando o pvo olhava para a serpente olhava para cima também, via a serpente, que representava a punição de seu pecado, mas via por detrás da serpente o céu, de onde vinha o socorro, lembravam-se do erro e do amor e misericórdia de Deus ao curá-los. A serpente estava em uma haste, como um estandarte, ao alto, assim como Cristo. Quando olhamos para a cruz vemos Jesus e o pecado sendo vencido, e vemos ao fundo o céu para nos lembrarmos de Deus e que d’Ele vem a salvação através de Cristo.

Ninguém subiu ao céu a não ser o que veio do céu, v.13, Jesus é a conexão para o nascer de novo, ou nascer do alto. Jesus é o enviado de Deus para salvar o homem, é nisto que se deve crer, v.15 a 17. Pois Ele veio do alto trazendo este ensino e possibilidade de salvação. Vida eterna no v.15 não tem tanta ênfase no tempo de vida e sim no tipo de vida de quem possui a eternidade já a partir de hoje. O foco é no estilo de vida de alguém que recebeu a vida eterna do Pai crendo hoje e vivendo a santidade agora, no seu dia-a-dia. As obras do homem, o viver do homem, demonstrarão se ele creu mesmo em Jesus Cristo, v.18 a 21. Claro que devemos pensar no tempo, na eternidade que passaremos com Deus, mas a ênfase é a na qualidade da vida hoje, apesar da questão temporal estar o texto.

Conclusão:

Nicodemos verdadeiramente abriu seu coração para aprender, para ser discípulo no sentido mais real da palavra “aprendiz”. Mesmo sendo mestre, sabia que Jesus tinha algo a ensinar e dar a ele. Nada no mundo vai nos satisfazer de verdade fora de Cristo, nenhum ensino, nenhuma religião, nenhuma filosofia, nenhum estilo de vida ou crença. Somente Jesus tem as respostas e a Vida que precisamos.

Devemos crer e se entregar a Jesus, deixar que Ele faça uma obra em nossa vida, em nosso coração, em nossos pensamentos. Não vamos entender tudo, mas teremos algumas evidências em nós que mostram este novo nascimento. Uma das evidências é que agora falamos do reino de Deus, anunciamos a maravilhosa salvação que recebemos para outros.

Deus amou o mundo e fez algo por nós, mas você ama a Deus?! O novo nascimento começa em nossa reposta ao amor de Deus, O amando e crendo que Ele tem o melhor para nós, que Ele tem o ensino e o propósito perfeitos do Criador para o homem. E isto inclui a restauração do homem em Cristo e sua obra de cruz. Devemos olhar para Cristo lembrando que de Deus vem à salvação para nós e a destruição do pecado.

Ricardo Silva – Ricco
Puerto Suarez, Bolívia, 14 de Junho de 2012

Série de mensagens no Evangelho de João: Encontros com Jesus

Hoje retomo os cultos no presídio depois de três semanas que ficamos em SP. Desde minha volta tenho orado e pensado no que pregar, qual seria a mensagem? Eu gosto muito da ideia se séries e dificilmente abro mão da pregação expositiva. Peguei alguns livros de comentários e comecei a dar uma olhada na Carta aos Romanos e no Evangelho de João. Olhando o Foco e Desenvolvimento no NT*, peguei uma ótima dica no Evangelho de João.

Vou pregar quatro mensagens sobre pessoas que se encontraram com Cristo e possivelmente creram n’Ele. O destaque é para este encontro pessoal com Cristo. Vou explorar a história de como Jesus encontrou as pessoas, o que conversaram, para que lado Jesus levou o papo, o que as pessoas perguntaram ou indagaram a Jesus.

A série de mensagens bíblicas ficou assim: Nicodemos, cap. 3; a mulher samaritana, cap. 4; o cego de nascença, cap. 9 e a família de Lázaro, cap. 11.

Portão de entrada no presídio de Puerto Suarez – Bolívia

Os cultos no presídio são as segundas. As reuniões começaram com 6 pessoas e hoje já temos mais de trinta presos e presas participando. Ainda existem uns dez a quinze presos que ficam observando de longe, eles continuam jogando baralho, fazendo algum trabalho de artesanato ou lavando roupa, mas vejo que estão com o ouvido no culto. A reunião é feita no meio do pátio, que é bem pequeno (na foto acima uma visão do pátio), então a Palavra chega a todos de alguma maneira.

Esta Palavra sobre pessoas que se encontraram com Jesus é ótima para a ocasião. É isso que quero passar a eles, que cada um tenha um encontro com Cristo e creia n’Ele. Esta série vai servir para mostrar que pessoas comuns, assim como eles que estão ali presos, se encontravam com Cristo e tinham suas dúvidas e indagações. E mostrar que Jesus dava atenção a elas e direcionava a conversa para que cressem n’Ele, que se convertessem, mudasse seus coração. Quero mostrar que hoje Jesus dá atenção aos presos ali naquele terrível lugar que é o presídio e que eles podem crer e mudar seus corações. O destaque vai ficar para este encontro um a um, como Jesus dava atenção a uma pessoa e investia um tempo de conversa e ensino não só com a multidão, mas do mesmo modo com uma pessoa de cada vez.

O primeiro esboço está pronto, mas eu vou revisar. Em breve publico aqui!

Update 14/06/2012: Sermão em Nicodemos, cap. 3, clique aqui.

Ore por estes cultos e reuniões, ore pelas pessoas que vão ouvir, ore por mim e pela mensagem. Ore para que a Luz brilhe sobre as trevas João 1.5.

Até mais

Ricco

*Nota:
Foco e desenvolvimento no Novo Testamento de Carlos Osvaldo Pinto publicado pela Editora Hagnos. A propósito, o Carlos, ou COP como era conhecido no seminário, foi meu professor no Seminário Bíblico Palavra da Vida. Este livro é ótimo para leitura e consultas! Caso queria comprar, aqui na Erdos é mais barato e esta com frete grátis para todo o Brasil.

[Carta Maio] Poder, Palavra e Prática em Atos 2

acima você pode ouvir este post, clique em play ou em download para salvar e ouvir depois, ou continue lendo abaixo

Escola de Futebol: lanche após o jogo

Carta de Maio de 2012:  Poder, Palavra e Prática em Atos 2

“…louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” Atos 2.47

O final do capítulo 2 de Atos é o sonho de consumo de todo missionário: cair na simpatia do povo e novas almas ganhas todo dia. Penso que este capítulo dá o tom do livro de Atos. Poder, Palavra e prática, nesta ordem. Lucas registra em Atos 2 a percepção dos não crentes da época, dos que não participavam ali do início da igreja, mas observavam tudo de fora. O texto diz algo a respeito deles e como percebiam tudo que rolava ali. Os versículos 12 a 13, 37 e 47 são uma divisão natural do texto, pois finaliza cada momento mostrando a visão e percepção dos que não estavam participando (ainda) da igreja ali iniciada.

“Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” Atos 2.12-13

O poder veio com o Espírito Santo v.4, e trouxe ao povo espanto e admiração, mas ao mesmo tempo ficaram confusos e não deram crédito aos cristãos achando que estavam bêbados. Em seguida veio a Palavra, com um belo sermão de Pedro, e a percepção do povo mudou, agora eles davam credibilidade aos apóstolos, uma esperança surgiu com a mensagem da cruz e de Cristo. Na verdade não só a percepção mudou, mas algo de fato aconteceu em seus corações após a Palavra, “compungiu-se-lhes o coração” v.37, agora eles queriam saber o que fazer. Se antes estavam confuso, agora eles buscavam uma direção.

“Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” Atos 2.37

A prática acontece em seguida, a Palavra pregada foi vivida pelos irmãos, formou-se assim a igreja. Oração, desprendimento, compartilhar, unidade, curas e milagres, e tudo isso trouxe um bom testemunho. Agora o povo que observava de fora via algo que os agradava muito, “…contando com a simpatia de todo o povo…” v.47. E ai chegamos no relato de que pessoas se convertiam a Cristo todos os dias e eram acrescentadas a igreja. Mas ocorreu um processo antes disto: poder, Palavra e prática.

Este é um breve resumo de Atos 2, eu vou discorrer mais sobre isso agora em Maio aqui no blog com dois ou três artigos, quero esmiuçar com mais calma cada parte do capítulo, mas aqui já deu para entender a ideia principal.

Poder, Palavra e prática, esta deve ser uma marca na vida do crente, no dia-a-dia da igreja, e não quero que seja diferente no ministério aqui na Bolívia. Eu quero que as pessoas que observam nossa vida e ministério, ainda de fora e de longe, fiquem admiradas, que o poder de Deus cause espanto, que o trabalho traga impacto. Mas não paramos ai, temos que pregar a Palavra, o ensino bíblico que vai apontar para Cristo. Os portenhos (habitantes de Puerto Suarez) da Bolívia devem ir além do espanto e da admiração e o trabalho deve ir além do impacto. E isso só acontece com a pregação da Palavra. Eles devem ouvir a Palavra para que cheguemos ao seus corações e busquem uma direção no Senhor. E claro, de nada adianta um belo sermão se não vivemos isso. A Palavra dá direção, mas a prática traz o bom testemunho, é a confirmação do que foi falado e ensinado, dá vida à mensagem.

Puerto Suarez tem apenas 4,5% de cristãos protestantes, a cidade tem 25 mil habitantes e boa parte é católica, a maioria destes não praticantes. Muitos jovens, muita pobreza e um clima de pouca esperança ou mudança de perspectiva – o pensamento é do tipo: tá ruim, mas tá bom, mudar e melhorar pra quê? Aqui existe um grande problema com a questão familiar, o adultério é quase parte da cultura, as casas têm mães bem jovens, com vários filhos de pais diferentes. Isso resulta em muitas crianças sem uma estrutura familiar adequada, e muitas estão abandonadas pela família ou são exploradas no mercado de trabalho informal. Ai entra a necessidade de um orfanato. Aqui na cidade e na região não existe nenhum orfanato ainda, o mais próximo esta a 300 km e é um orfanato só para meninas em um convento católico que visitamos esta semana. Além das frentes evangelísticas que estamos tocando no presídio, na creche e com a escola de futebol, queremos iniciar um orfanato. Deus preparou uma família de missionários americanos para nos ajudar aqui, eles moram em Corumbá. O Ben Lyon tem me ajudado no presídio e está animado com os planos para o orfanato.

O trabalho no presídio esta indo bem. Cada vez mais avançamos no coração das pessoas ali dentro, tanto policiais quanto presos. O fato de ninguém ir até lá antes, dar atenção aos presidiários com a Palavra e alguma ajuda no alimento, os impacta e assim temos ganhado espaço para pregar e estar com eles aconselhando e ouvindo confissões de pecado. Outra coisa que dá bom testemunho é o trabalho que fazemos tirando as crianças, filhas dos presos que ficam juntos com eles, para levar a creche durante o dia. Todos os presos que temos contato elogiam esta atitude. E esta é a primeira demanda para o orfanato!

A Escola de Futebol é sucesso total. O esporte é uma linguagem universal e o futebol a mais falada, os meninos estão vindo muito animados para os treinos. O nosso último treino chegamos a 52 garotos, nossa capacidade máxima, quando começamos a dois meses tinha apenas 20 meninos. O desafio agora é direcioná-los para Cristo pela Palavra. Temos feito um breve devocional no final de cada treino e vamos começar a ter um estudo de pequenos grupos no salão onde será nossa Base Missionária. Estes meninos vêm pensando só em futebol, nosso trabalho é mostrar a eles que temos algo a mais do que apenas jogar bola. E ainda buscar impacto na família, dentro de casa com os pais. Deus tem nos dado uma estratégia de dar um pequeno devocional impresso para eles fazerem com os pais em casa e ainda pedir que a cada semana cumpram uma tarefa na família, algo como varrer o quintal, arrumar o quarto, lavar louça, ou outra coisa que os pais possam ver e saber que foi uma tarefa do projeto.

Pois bem, precisamos de oração, muita oração. Nossa família esta bem, eu e a Lari muito felizes e unidos, as meninas crescendo com saúde, alegria, e muita bagunça graças a Deus! Mas não podemos ficar sem oração. Missões se faz com os pés dos que estão no campo e com os joelhos do que estão em todo lugar, especialmente com o seu joelho, você que nos apoia nesta jornada missionária. Queremos cair na graça do povo, queremos ver novas almas ganhas todos os dias. Agora estamos aqui e contamos com sua oração e apoio daí!

Ricco