A chegada do Messias frustou muita gente

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Mateus 2: caso Herodes soubesse que Jesus não tinha intenção de tomar o trono, ele não mandaria matar as crianças.
Mateus 16.22: caso Pedro soubesse que a cruz era parte essencial para o Messias, ele não seria repreendido.
João 6.15: caso a galera que foi alimentada soubesse que Jesus não iria e nem queria ir para o trono, eles não se frustrariam.
Atos 1.7: caso os discípulos soubessem que o plano de Deus, naquele momento, não tinha o reinado de estado em Israel como foco, eles fariam as perguntas certas.

Estas são apenas alguns exemplos das passagens onde todos pensaram que Jesus estava preocupado ou interessado em ocupar o trono de homens. Mas Ele veio para ocupar corações, reinar em vidas, em pessoas.

Ele não veio para ser chefe de estado e muito menos o líder de uma ONG para acabar com a fome e a miséria do mundo.

Quando entendemos o Messias de maneira errada, agimos errado, criamos expectativas erradas, nos frustramos com Deus desnecessariamente.

Se o foco de Deus é reinar nos corações, a pergunta mais importante não é se o próximo presidente vai ser evangélico, ou se a guerra no Oriente Médio vai acabar, ou qual a solução mais inovadora das startups e empreendedores de impacto social. A pergunta mais importante é: onde Jesus ainda não está reinando no MEU coração? Jesus de fato é meu Senhor ou “apenas” aquele que deve atender meus interesses e necessidades, afinal é todo poderoso!

O Missionário e a Igreja: maturidade (vídeo do Ministério Fiel)

Um ótimo bate papo sobre maturidade missionária com o pessoal do Ministério Fiel. Destaco na conversa, de um pouco mais de 10 minutos,  a importância da igreja e do envolvimento do missionário com a igreja para se formar e confirmar a maturidade do obreiro de missões.

Missões acontece na igreja do começo ao fim. Vale a pena assistir.

Clique aqui caso não veja o vídeo acima.

Ricco

O que vai acontecer com aqueles que nunca ouviram o Evangelho?

Vamos começar imaginando dois cenários. O cenário ideal e o cenário geral. O cenário ideal é onde o homem ouve a respeito do Evangelho pelo menos uma vez na vida, se ele vai seguir ou não Cristo é outra história. Mas no cenário ideal ele ouviu sobre Cristo. O cenário geral é onde uma pessoa nasce e morre sem nunca ter ouvido de Cristo. É possível isso acontecer? Sim. Isso ocorre com povos isolados, em contexto indígena, nômade ou tribal. E também entre povos que vivem em países e regiões fechadas, como a cidade de Meca na Arábia Saudita ou o país Coréia do Norte, nestes lugares é proibido ser cristão ou pregar a Palavra.

Saber o que pode ocorrer com quem nunca ouviu o Evangelho é uma questão importante para a fé cristã, não apenas para matar a nossa curiosidade, pois envolve pelo menos outros dois assuntos: (1) o ataque as doutrinas bíblicas da salvação e (2) a vocação e responsabilidade missionária de todo cristão.

As doutrinas bíblicas são atacadas por que vão surgir dúvidas quanto a questões centrais de nossa fé. Quando penso em alguém que nasce e morre sem nunca ter ouvido de Cristo, surgem perguntas:

>A Bíblia é necessária para revelar a Deus? Ou a natureza é suficiente?
>Deus é justo? E se ele enviar ao inferno alguém que nunca teve oportunidade de ouvir de Cristo?
>A obra de Cristo e a cruz são o único caminho ao céu? Ou seja, existe uma exceção? A bondade (ou maldade) de alguém podem ser base para Deus julgá-los, já que, neste caso, nunca ouviram de Cristo.
>A igreja e o discipulado têm papel importante no reino de Deus? Ou não são desnecessários e substituíveis?

Ao responder sobre os que nunca ouviram do Evangelho, podemos derrapar em alguma questão bíblica importante. E ainda temos uma outra pergunta:

>O esforço missionário para alcançar os povos que nunca ouviram é necessário?

A vocação e responsabilidade missionária está em risco se, de algum modo, dermos uma alternativa viável ao anúncio da salvação a todos os povos. Alguém pode questionar a necessidade de qualquer esforço missionário aos povos fechados e/ou isolados que nunca ouviram a Palavra.

É muito importante frisar que não há salvação fora de Cristo. Isso é indiscutível. Ninguém vai ao céu sem Cristo. Pois o próprio Deus estabeleceu Jesus como o único mediador entre Deus e os homens.

“Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” Atos 4:12

Ao ler este versículo devemos nos remeter imediatamente para o desafio missionário de anunciar o Evangelho e empreender todos os esforços necessários, especialmente dinheiro e pessoas, para que se cumpra o mandato de pregar a Palavra em todo mundo habitado, para todos os povos.

Mas e os que vão nascer e morrer sem nunca terem ouvido o Evangelho? Infelizmente isso ainda acontece, e aí recorremos ao cenário geral. Pois todos os homens têm a sua disposição alguma revelação sobre Deus. Esta revelação geral de Deus é suficiente para condenar o homem ao inferno. Na carta aos Romanos Paulo explica:

“Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. ” Romanos 1:18-21

Esta passagem mostra que “o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles” e “têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”. Ou seja, através da criação o homem deve, de alguma maneira, compreender o Criador. E não só compreendê-lo, mas reconhece-lo como Criador, glorificar o Seu nome. Nesta passagem Paulo mostra que os homens “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças”.

Em Atos 17, discursando em Atenas para pessoas que nunca tinham ouvido o Evangelho, Paulo diz:

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.” Atos 17.24-28

Agora Paulo mostra que Deus criou tudo que existe (visível ou invisível aos olhos humanos), e criou o homem com um propósito: “para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar”. Ele mostra como Deus criou toda humanidade para que homens e mulheres O busquem. E vai além falando que Deus “não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração”. Ou melhor, nossa consciência tem algo de Deus, pois fomos gerados por Deus, somos sua descendência. Nossa experiência na terra, que mescla como lidamos com o mundo exterior (coisas criadas visíveis) e nosso mundo interior (consciência humana), deve nos conectar a Deus.

No cenário ideal as pessoas ouvem sobre Jesus e sua obra e decidem se querem segui-lo ou não. São ensinadas nas coisas de Deus, são discipuladas, frequentam uma igreja ou grupo cristão. No cenário geral não existe o anúncio verbal sobre Cristo, mas existe revelação sobre Deus.

Mas não é possível ir para o céu sem Cristo. E o quanto este cenário geral aponta para Cristo não temos como saber exatamente. Em Romanos e Atos nós vemos que Deus não ficou sem testemunho, ainda que não seja verbal, as coisas criadas e a nossa consciência “falam” de Deus para nós. O cenário geral é a provisão do próprio Deus para que Ele não ficasse sem testemunho, e o homem não tivesse nenhuma desculpa do porque não reconheceu e glorificou a Deus. Mas não sabemos qual a capacidade desta revelação geral apontar para Cristo. E sem Cristo é impossível entrar no céu.

Uma pergunta importante: Deus é justo? Ele pode enviar ao inferno alguém que nunca teve oportunidade de ouvir de Cristo? Sim, Deus é justo, sempre foi e sempre será por toda eternidade. Ele estabeleceu Cristo como o único e suficiente Salvador, Senhor e mediador entre Deus e os homens. A justiça de Deus não pode ser questionada. E um dos motivos pelo qual não podemos questioná-Lo é exatamente o cenário geral que Ele mesmo proveu e torna o homem indesculpável (Rm 1.18-20).

A criação revela Deus. A criação dá testemunho de Deus. A experiência de nascer no mundo já é suficiente para conhecer a Deus, compreender a Deus e glorificar a Deus. Em Romanos 1.20 mostra que as coisas invisíveis se tornam claras e compreensíveis por meio das coisas criadas, por meio das coisas visíveis.

Porém tudo isso é o cenário geral. Onde a pessoa terá alguma informação sobre Deus através da criação e de sua própra consciência humana, consciência de existir, viver e crescer na terra. Mas ainda não é o cenário ideal onde ouviu verbalmente de Cristo.

Porém, glorificar a Deus ao observar as coisas criadas é bem diferente de seguir a Cristo, ser discipulado, ter esclarecimento sobre vida, morte e ressurreição de Jesus, escolher seguir a Cristo, participar de uma igreja. O cenário geral, apesar de não ser ideal, revela algo sobre Deus. Quem nunca ouviu de Cristo tem a seu dispor uma revelação feita pelo próprio Deus, Ele quis se revelar pela criação (Romanos 1.19). O grande perigo é confundirmos o cenário ideal com o geral. E achar que o geral pode ser ideal.

A resposta à pergunta que é o título deste estudo deve considerar estes dois cenários, estas duas realidades. O que vai acontecer com aqueles que nunca ouviram o Evangelho? Não sabemos se irão ou não ao céu. O que sabemos é:

  • Não há salvação fora de Cristo
  • Deus nunca fica sem testemunho de si mesmo
  • Deus escolheu os cristãos para dar testemunho verbal d’Ele para todos os povos

E quem nunca vai ouvir de Cristo? O que será destes? Vai depender da maneira que ele responder a revelação geral e não verbal, que se observa na natureza e na própria consciência do homem (Atos 17.28). Mas seja qual for a resposta do homem, ele só será salvo por Cristo. Mas como ele pode saber de Cristo, se ninguém contar. Aí está a pergunta que deve nos mover em missões: Alguém tem que contar! Ainda em Romanos, Paulo ensina e desafia a igreja:

“Porque “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!” Romanos 10:13-15

O Senhor que ele diz que deve invocar para ser salvo é Jesus. Mas Paulo mostra que para invocar o Senhor, precisamos de um cenário ideal, onde existe uma sequência de acontecimentos que começam com o envio do missionário, para que depois pregue e alguém escute, para então poder crer e invocar.

Mas e fora deste cenário ideal. No cenário geral, é possível ser salvo sem nunca ter ouvido do Evangelho? Sim, desde que seja salvo por Cristo. Desde que através da revelação geral e de sua consciência o homem creia e invoque a Cristo como Senhor.

É possível ser salvo fora de Cristo? Não.

Deus é bom, justo e misericordioso. Pois mesmo desejando o cenário ideal, ele deixou um cenário geral para que ninguém tenha desculpa de não ter tido oportunidade de conhecê-Lo. A igreja, o discipulado, o ensino verbal, tudo isso são mandamentos e coisas importantes para compor o cenário ideal. Mas Deus não ficará sem testemunho a seu próprio respeito caso nenhum missionário chegue para anuncia-Lo. Para ir ao céu, temos que estar em Cristo. E para estar em Cristo, temos que responder de maneira adequada a revelação que temos ao nosso dispor, seja a revelação verbal ou não verbal.

Ricardo Silva
Abril de 2015

Missões a partir da igreja local

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Como missões de se desenvolver a partir da igreja local?

Não existe desenvolvimento de missões, ou não deveria existir, que não partisse da igreja local. Na verdade a “igreja local” só é local por que foi um dia plantada, fruto de um trabalho missionário. Um dia a igreja local só existia em Jerusalém, todas as outras igrejas locais são furto do trabalho missionário de alguém.

Então as missões a parir da igreja local é somente a continuidade da ordem e mandamento de Cristo. E a igreja deve se envolver nas três esferas de trabalho:

1. Os já alcançados (treinando, edificando) e os não alcançados (evangelizando);

2. Os de perto, no bairro, cidade, vizinhança, colegas de trabalho e de faculdade, e os de longe, seja no estado, país ou confins da terra;

3. E ainda projetos específicos como tradução bíblica, socorro aos mais carentes, defesa da infância, projetos sociais.

Nas igreja local deve existir o mesmo sentimento que existia em Paulo, fui alcançado para alcançar outros.

“Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus.” Filipenses 3:10-12

Onde você trabalha para o reino?

Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia. Rm 15.23-24

Por que Paulo disse que não tinha mais atividade nas regiões onde estava e pediu ajuda da igreja de Roma para ir até a Espanha? Cidades como Éfeso, Galácia, Colossos e até Roma ou Jerusalém, já estavam totalmente alcançadas, todos tinha se convertidos? Aqui a palavra atividade pode ser traduzida também por oportunidade, ou melhor, todas oportunidades de anunciar o Evangelho já tinham se encerrado por ali?

Não, claro que não. Pois nem todos naquelas regiões tinham se convertido e ainda tinha muito trabalho e muita gente pra ser ganha para Jesus. Mas Paulo diz “não tendo já campo de atividade nestas regiões” por pelo menos três motivos:

Ele entendia que cada parte do corpo tem sua função
Paulo sabia que cada membro da igreja tinha sua função, a dele era abrir novas frentes de trabalho e plantar igrejas, enquanto a função de outros era atuar nestas igrejas já plantadas. E não existia um sentimento de competição por qual trabalho ou qual necessidade atendida era mais importante ou melhor. Ele mesmo ensinou que um planta, outro rega, e Deus dá o crescimento (1 Co 3.6). E assim ele acreditava na igreja local para alcançar as cidades.

Ele acreditava no potencial da igreja local para alcançar os locais
Paulo acreditava na igreja e nas pessoas que tinha se convertido e iniciado uma comunidade cristã. Ele não tinha medo de delegar e nem tinha o sentimento de ser insubstituível. Paulo sabia que as igrejas já estabelecidas tinham muitos desafios ainda, é só ler suas cartas para ver como ele conhecia e trabalhava pelos problemas da igreja. Mas ele não parava nos problemas, apesar de estar a distância e tentar resolvê-los, ele sabia que a Palavra tinha que se expandir para outras regiões.

O Evangelho precisa avançar para regiões não alcançadas
Paulo entendia muito bem seu chamado: os gentios. E para cumprir o chamado ele tinha que viajar muito. O chamado de Paulo não era para uma região geográfica, uma cidade ou país, mas para um grupo de povo. Tudo bem que fora os judeus, todos eram gentios. Mas é interessante ver como Paulo não mediu esforços para levar o Evangelho aos que ainda não ouviram, e plantar uma igreja onde ainda não existia uma comunidade cristã.

Algumas aplicações

A igreja nunca pode perder a visão de avançar aos não alcançados, os de longe. Nem todos vão até lá, mas todos devem estar envolvidos de alguma maneira, orando, doando, divulgando, enviando e mantendo. Paulo esperava que a igreja de Roma o enviasse a Espanha.

A igreja deve ter projetos para alcançar os de perto, sejam do bairro, sejam grupos específicos como universitários, moradores de rua, empresários. Temos que entender que alcançar não pe apenas levar as pessoas a fazer uma confissão, mas discipular, ensinar, acompanhar, pastorear.

Pensando nos dois pontos acima, é besteira ficar comparando onde a obra de Deus tem mais importância. Os de perto ou de longe, a classe média ou os moradores de rua, os jovens ou as crianças, quem já está na igreja ou quem ainda não está, todos precisam ouvir a Palavra e tem a mesma importância. Alguns tem menos oportunidades (mas este é um assunto para outro post), mas todos tem a mesma importância.

Os líderes devem acreditar e dar oportunidades aos novos obreiros (não digo novos convertidos). Paulo plantava a igreja, ficava um tempo discipulando eles de perto e depois ia embora. Ela dava oportunidade para seus discípulos trabalhar e deixava eles acertarem, errarem, mas acreditava neles.

Que em nós exista este sentimento de corpo, de unidade, e nunca percamos a visão de nos envolvermos no evangelismo e discipulado, sejam os de perto ou os de longe!

Ricco

[Carta Setembro-Outubro] Tempo de consolidar o trabalho

tribo indígena ayoreo

Devocional: Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre.

Em Mateus 6.13 a famosa oração do Pai Nosso termina com: “…porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” É muito interessante observar que apesar da oração, Jesus finaliza com a lembrança de que Deus é quem manda (reino), Deus é quem opera (poder) e toda glória é d’Ele para sempre, nos levando a pensar também na eternidade e que aqui na terra as coisas são passageiras. Esta declaração final de Jesus é uma associação 1 Cr 29.11, quando Davi declara a grandeza de Deus.

A oração em geral tem sido muito associada a pedir algo para Deus, a maioria dos crentes só lembra-se de orar quando precisa de cura, dinheiro, emprego, que algo aconteça ou que alguma coisa vá bem, como uma viagem ou cirurgia. A oração do Pai Nosso também é uma declaração do que Deus é e uma lembrança de seus preceitos. Inclusive uma lembrança que nos guarda do mal e nos da o sustento de cada dia. Na oração do Pai Nosso o único pedido material é o pão nosso de cada dia, deixando claro a importância da simplicidade na vida cristã e combatendo as ostentações desnecessárias.

Creio que o mais importante esta neste final onde Jesus lembra que pertencemos ao reino de Deus, e Deus é o Rei, ele manda e nós obedecemos. Claro que existe uma relação de amor e interesse de Deus por nós. Não é uma coisa de um rei cruel que manda seus súditos obedecerem e ponto final. Deus nos ama, nos recebeu como filhos, nos perdoa, nos levanta quando caímos, mas mesmo assim a obediência é nossa obrigação e não opção. Ou obedecemos ou não fazemos parte do reino de Deus. Além de ser Deus quem manda, é Ele quem opera tudo em todos, pois d’Ele é o poder. Devemos trabalhar, nos empenhar, nos dedicar, Deus condena a preguiçoso. Mas o poder é de Deus, nós não podemos fazer nada sem Ele, e isto não é só uma simples lembrança, mas tem implicações na nosso dia-a-dia, que basicamente deve ser uma vida voltada a Deus. E para terminar Jesus fala de glória e de eternidade, devemos saber que Deus é o Senhor, e o Todo Poderoso e que, ainda que nós vivemos e anunciemos isso na terra, toda honra e glória é d’Ele. Glória tem a ver com reconhecimento de Sua grandeza e poder, que Ele é o criador, que Ele manda e nós obedecemos.

A oração do Pai Nosso é uma maneira de nos aproximarmos de Deus para que Ele nos ajude a viver da maneira correta aqui na terra, pois existe uma eternidade incomparável com qualquer bom momento na terra. A oração é para nos lembrarmos de Deus e seus preceitos, e lembrar que a vida na terra é passageira, e deve ser totalmente dedicada a Ele. E que a eternidade, na glória de Deus, nos aguarda!

O nosso trabalho aqui na Bolívia é levar as pessoas a entenderem e aceitarem isto: Deus manda, Deus opera tudo por Seu poder, Ele merece a glória, nossa atenção, nossa inteira dedicação e, o mais importante, nossa vida aqui é passageira e existe uma eternidade que nos é ofertada por Deus. E esta eternidade começa hoje mesmo, ainda em vida na terra, mas com uma qualidade de vida celestial, santidade a Deus e amor ao próximo.

culto na fogueira

Notícias e dia-a-dia

Aqui na Bolívia estamos bem e seguindo firme no que nos propomos a fazer: levantar uma base missionária. Estamos na fase da rotina e consolidação. Ou melhor, nada mais é novidade, entramos no ritmo de uma agenda fixa e agora estamos trabalhando para consolidar as atividades e pessoas. É muito importante entender o nosso papel aqui de base missionária, com as frentes de evangelismo e início de discipulado. Estamos na fase do evangelismo abundante e visitas constantes, para que um corpo comece a se formar e tenhamos uma igreja se juntando aos Domingos em breve. Dentro do presídio temos uma igreja em andamento, com três irmãos já batizados e sendo discipulados, os cultos tem boa participação e nosso trabalho é bem visto pelos presos.

Nossa agenda esta assim:

  • De Segunda a Sexta pegamos as meninas no presídio as 8h da manhã e levamos a creche, as 16h pegamos na creche e devolvemos no presídio;
  • De Terça a Sexta dedico as manhãs para fazer visitas as famílias, em média uma por dia, e fazer meus devocionais e estudos para preparar as mensagens e aconselhamento;
  • Terça a tarde tem culto no presídio com os presos, após o culto temos um momento de oração e aconselhamento individualmente; estou preparando material para um devocional com os presos que se batizaram; existem mais dois presos para batizar, o batismo será feito em Janeiro; os policiais pediram um estudo bíblico, será as segundas de manhã, estamos aguardando a autorização do comandante;
  • Quarta a Sábado a tarde temos o trabalho com as crianças e famílias do bairro;
  • Quarta e Sexta: escola de futebol e devocional bíblico no ginásio
  • Quinta: estudo de pequenos grupos na base missionária
  • Sábado: dia de lazer e culto evangelístico para crianças, jovens e adultos
  • Domingo pela manhã culto na base, chamamos de devocional bíblico, já que não temos louvor e nem retirada de ofertas;
  • Domingo a noite começamos a apoiar uma congregação batista que esta começando, participamos do culto e as vezes sou convidado a pregar; estamos fazendo planos para ajuda-los com os jovens e adolescentes

Pedidos de oração

Pedimos que orem por nossa família, saúde e segurança. No trabalho orar por equipe, temos aqui um grupo nos ajudando, são de igrejas variadas, alguns missionários aqui na Bolívia, outros de Corumbá. Mas são voluntários e não podemos contar com certeza.

Assista vídeos do ministério e dia-a-dia aqui na Bolívia: http://youtube.com/riccoevgt

Até mais

Ricco