[Carta Junho] Vídeo com notícias e pedidos de oração

acima você pode ouvir em vez de assistir, clique em play ou em download para salvar e ouvir depois

A carta de Junho é um vídeo. Algumas notícias e pedidos de oração para este mês.


caso não veja o vídeo acima clique aqui

Ricco

Série no Evangelho de João: Encontros com pessoas. Nicodemos, cap. 3.

Série no Evangelho de João: Encontros com pessoas.
Nicodemos, cap. 3.1-21.

Para download desde sermão clique aqui

Sobre esta série clique aqui

Devemos considerar, antes de começar, a envergadura de um homem como Nicodemos de procurar Jesus. Tamanha era sua importância que ele o procura a noite, pois normalmente um grande mestre da lei, um fariseu, um homem importante, não procurava Jesus para aprender, mas sim para contestar, testar, provocar.

Nicodemos mostra humildade em querer aprender, mesmo sendo um fariseu. Esta passagem mostra como nada no mundo pode trazer a verdadeira Luz e ensino ao homem a não ser Jesus Cristo. Nicodemos conhecia muito bem a Lei, mas tanto a Lei como sua inteligência e influência (capacidade de conhecer, pesquisar, consultar) era insuficiente para as suas ânsias e dúvidas mais íntimas, mais inquietantes. Na verdade creio que o conhecimento da Lei fez dar atenção a Jesus, coisas que outros fariseus por orgulho ou outro motivo, repudiavam.

Com Nicodemos começamos aprendendo sobre humildade do homem e incapacidade das religiões e filosofias fora de Cristo para darem uma resposta ao homem que o tranquilize sobre a vida eterna e a vida com Deus aqui na terra hoje.

Nicodemos procura Jesus após a purificação do templo (João 2.12-22). Uma ação que talvez causasse repulsa na maioria dos líderes, especialmente das autoridades judaicas que permitiam aquilo ali (talvez recebessem propina e comissão, talvez; fato é que os líderes judeus poderiam acabar com aquele comercio e não faziam). Nicodemos talvez tenha visto em Jesus, neste ato de purificação do templo, algo correto, algo justo, algo verdadeiro. Nicodemos, depois da purificação do templo e de outros sinais, pensou que realmente Jesus tinha algo de divino. Mas ao ver algo certo, apesar de traumático, como a purificação do templo, ele não se afastou, mas se aproximou de Jesus. Humildade para aprender e verificar antes de contestar e condenar, algo que Nicodemos mostrou em João 7.50-51.

“Sabemos” no v.2 mostra que havia mais pessoas que estavam observando Jesus e seus feitos, mas Nicodemos tomou a atitude de ir lá falar com ele. Este “sabemos” pode ser o povo geral, mas acho que Nicodemos estava se referindo ao seu círculo mais próximo, incluindo outros fariseus. Mas o que Jesus fala e ensina a Nicodemos é algo para todo o homem e não apenas algo particular para Nicodemos, é um ensino sobre salvação e sobre o amor de Deus ao mundo, é um ensino para todo homem sobre o quanto Deus os amou, João 3.16.

Nicodemos foi a Jesus falando de sinais, v.2, de algo que se vê e impressiona. E é isto que buscamos em Jesus muitas vezes, sinais, algo palpável, visível. Mas Nicodemos foi surpreendido com o ensino de Jesus sobre novo nascimento, v.3. Tanto pela surpresa de algo que talvez ele não esperasse ouvir, quanto pela impossibilidade humana de isto acontecer. Não sabemos o que Nicodemos foi buscar, mas ao reconhecer que Jesus era Mestre, talvez estivesse pensando em questões políticas, como todos ou a grande maioria da época via Jesus. E mesmo que tenha ido pensando em coisas espirituais, foi surpreendido com algo que não falava, ou não estava explícito, na Lei que ele bem conhecia. Nicodemos ouviu algo que nunca tinha ouvido antes, algo que era impossível se realizar humanamente. Ele ficou intrigado, mas sempre mostrando disposição em aprender. O que era este negócio de nascer de novo? v.4, 7 e 10. Creio que Jesus queria dirigir a conversa para algo espiritual e não só terreno como sinais visíveis, Jesus queria falar de conversão de vida, de mudança de coração, de algo que não se consegue de maneira humana ou por meios naturais.

Jesus associa a questão de nascer de novo com o reino de Deus. E Jesus fala de “ver” o reino de Deus no v.3 e “entrar” no reino de Deus no v.5, é através do novo nascimento que a pessoa passa a ver e perceber uma nova vida, um novo estilo de vida, é uma visão que se colocada em prática, é a conversão vivida, o real nascer de novo. É impossível ver se não crer antes, quem não nasce de novo não vê o reino de Deus, v.3. É impossível viver esta vida se não a vermos antes, se não tivermos esta visão do reino de Deus, e assim acreditarmos, nasce em nós uma nova esperança. O nascer de novo é uma nova realidade na mesma vida terrena, no mesmo dia-a-dia, continuamos com o mesmo cabelo, mesma altura, mesmos familiares, continuamos vivendo nossa vida na terra. O que muda é o coração a partir da fé em Cristo e Sua obra, e consequentemente nossos pensamentos e atitudes.

O reino de Deus nada mais é que o domínio de Deus (Gn 1.28), o homem vivendo totalmente debaixo da suprema vontade de Deus, é a vontade de Deus levada a cabo sem contestação ou desvio. O reino de Deus é a obediência total a Deus, esta é a nova vida que vemos e vivemos quando nascemos de novo. O reino de Deus é a vontade suprema de Deus no coração do individuo, algo pessoal e individual, na comunidade cristã e refletindo onde ela esta inserida, algo comunitário, tanto para esta época do hoje, nosso tempo, como na vindoura.

Nascer de novo é, acima de tudo, se tornar criança e aprender tudo de novo sobre Deus, mundo, pessoas, relacionamentos, sobre a vida. É a disposição em ser discípulo, aprendiz, mesmo já sendo adulto e sabendo bastante coisa sobre a vida. Nascer de novo implica humildade para agir de maneira diferente em obediência a Palavra de Deus e não mais agir do mesmo modo guiado por nós mesmos.

Porque Jesus fala sobre o vento comparando o nascer de novo, ou a pessoa que nasce de novo no v.8 Assim como não entendemos totalmente as questões do vento, não entendemos totalmente as questões de um novo nascimento e do agir de Deus no coração do homem. Porém assim como ouvimos o vento, também temos algumas evidências na vida de uma pessoa que nasceu de novo, e creio que tenha a ver com ouvi-la porque agora ela fala e testemunha do reino de Deus, é isso que sugere o contexto seguinte, a partir do v.11. Não entendemos de onde o vento vem e para onde vai o vento, mas o percebemos ouvindo-o, temos uma evidência que o vento esta ali naquele momento. O reino de Deus não é algo visível (Lucas 18.20-21), mas é algo perceptível através de vidas transformadas pela Palavra e pelo Espírito. Vidas onde Jesus Cristo é o rei em seu coração e sito é manifesta pela sua total obediência a Palavra. Entrar no reino de Deus é algo que começa agora, começa hoje, entramos no reino de Deus quando nos convertemos crendo em Cristo Jesus. Apesar de não entendermos totalmente como o Espírito Santo age em nós quando cremos, as pessoas perceberão as evidências desta conversão, e talvez a principal evidência seja o anunciar o reino de Deus a outras pessoas.

Deus deu Jesus ao mundo por amor aos homens, v.16, e para combater e vencer o pecado e o mal. Um convertido não vive mais pecando, escravo do pecado. Ainda temos a natureza pecaminosa, ainda cometemos pecado (cada vez menos cometemos pecados; somos libertos dos “grandes” pecados; cada vez mais o pecado é um acidente na vida no crente), mas não temos mais a punição pelos pecados. E isso ocorre porque olhamos para aquele que se fez pecado por nós, Jesus Cristo, assim como a questão da serpente no deserto com Moisés, v.13. Quando o pvo olhava para a serpente olhava para cima também, via a serpente, que representava a punição de seu pecado, mas via por detrás da serpente o céu, de onde vinha o socorro, lembravam-se do erro e do amor e misericórdia de Deus ao curá-los. A serpente estava em uma haste, como um estandarte, ao alto, assim como Cristo. Quando olhamos para a cruz vemos Jesus e o pecado sendo vencido, e vemos ao fundo o céu para nos lembrarmos de Deus e que d’Ele vem a salvação através de Cristo.

Ninguém subiu ao céu a não ser o que veio do céu, v.13, Jesus é a conexão para o nascer de novo, ou nascer do alto. Jesus é o enviado de Deus para salvar o homem, é nisto que se deve crer, v.15 a 17. Pois Ele veio do alto trazendo este ensino e possibilidade de salvação. Vida eterna no v.15 não tem tanta ênfase no tempo de vida e sim no tipo de vida de quem possui a eternidade já a partir de hoje. O foco é no estilo de vida de alguém que recebeu a vida eterna do Pai crendo hoje e vivendo a santidade agora, no seu dia-a-dia. As obras do homem, o viver do homem, demonstrarão se ele creu mesmo em Jesus Cristo, v.18 a 21. Claro que devemos pensar no tempo, na eternidade que passaremos com Deus, mas a ênfase é a na qualidade da vida hoje, apesar da questão temporal estar o texto.

Conclusão:

Nicodemos verdadeiramente abriu seu coração para aprender, para ser discípulo no sentido mais real da palavra “aprendiz”. Mesmo sendo mestre, sabia que Jesus tinha algo a ensinar e dar a ele. Nada no mundo vai nos satisfazer de verdade fora de Cristo, nenhum ensino, nenhuma religião, nenhuma filosofia, nenhum estilo de vida ou crença. Somente Jesus tem as respostas e a Vida que precisamos.

Devemos crer e se entregar a Jesus, deixar que Ele faça uma obra em nossa vida, em nosso coração, em nossos pensamentos. Não vamos entender tudo, mas teremos algumas evidências em nós que mostram este novo nascimento. Uma das evidências é que agora falamos do reino de Deus, anunciamos a maravilhosa salvação que recebemos para outros.

Deus amou o mundo e fez algo por nós, mas você ama a Deus?! O novo nascimento começa em nossa reposta ao amor de Deus, O amando e crendo que Ele tem o melhor para nós, que Ele tem o ensino e o propósito perfeitos do Criador para o homem. E isto inclui a restauração do homem em Cristo e sua obra de cruz. Devemos olhar para Cristo lembrando que de Deus vem à salvação para nós e a destruição do pecado.

Ricardo Silva – Ricco
Puerto Suarez, Bolívia, 14 de Junho de 2012

Série de mensagens no Evangelho de João: Encontros com Jesus

Hoje retomo os cultos no presídio depois de três semanas que ficamos em SP. Desde minha volta tenho orado e pensado no que pregar, qual seria a mensagem? Eu gosto muito da ideia se séries e dificilmente abro mão da pregação expositiva. Peguei alguns livros de comentários e comecei a dar uma olhada na Carta aos Romanos e no Evangelho de João. Olhando o Foco e Desenvolvimento no NT*, peguei uma ótima dica no Evangelho de João.

Vou pregar quatro mensagens sobre pessoas que se encontraram com Cristo e possivelmente creram n’Ele. O destaque é para este encontro pessoal com Cristo. Vou explorar a história de como Jesus encontrou as pessoas, o que conversaram, para que lado Jesus levou o papo, o que as pessoas perguntaram ou indagaram a Jesus.

A série de mensagens bíblicas ficou assim: Nicodemos, cap. 3; a mulher samaritana, cap. 4; o cego de nascença, cap. 9 e a família de Lázaro, cap. 11.

Portão de entrada no presídio de Puerto Suarez – Bolívia

Os cultos no presídio são as segundas. As reuniões começaram com 6 pessoas e hoje já temos mais de trinta presos e presas participando. Ainda existem uns dez a quinze presos que ficam observando de longe, eles continuam jogando baralho, fazendo algum trabalho de artesanato ou lavando roupa, mas vejo que estão com o ouvido no culto. A reunião é feita no meio do pátio, que é bem pequeno (na foto acima uma visão do pátio), então a Palavra chega a todos de alguma maneira.

Esta Palavra sobre pessoas que se encontraram com Jesus é ótima para a ocasião. É isso que quero passar a eles, que cada um tenha um encontro com Cristo e creia n’Ele. Esta série vai servir para mostrar que pessoas comuns, assim como eles que estão ali presos, se encontravam com Cristo e tinham suas dúvidas e indagações. E mostrar que Jesus dava atenção a elas e direcionava a conversa para que cressem n’Ele, que se convertessem, mudasse seus coração. Quero mostrar que hoje Jesus dá atenção aos presos ali naquele terrível lugar que é o presídio e que eles podem crer e mudar seus corações. O destaque vai ficar para este encontro um a um, como Jesus dava atenção a uma pessoa e investia um tempo de conversa e ensino não só com a multidão, mas do mesmo modo com uma pessoa de cada vez.

O primeiro esboço está pronto, mas eu vou revisar. Em breve publico aqui!

Update 14/06/2012: Sermão em Nicodemos, cap. 3, clique aqui.

Ore por estes cultos e reuniões, ore pelas pessoas que vão ouvir, ore por mim e pela mensagem. Ore para que a Luz brilhe sobre as trevas João 1.5.

Até mais

Ricco

*Nota:
Foco e desenvolvimento no Novo Testamento de Carlos Osvaldo Pinto publicado pela Editora Hagnos. A propósito, o Carlos, ou COP como era conhecido no seminário, foi meu professor no Seminário Bíblico Palavra da Vida. Este livro é ótimo para leitura e consultas! Caso queria comprar, aqui na Erdos é mais barato e esta com frete grátis para todo o Brasil.

[Carta Maio] Poder, Palavra e Prática em Atos 2

acima você pode ouvir este post, clique em play ou em download para salvar e ouvir depois, ou continue lendo abaixo

Escola de Futebol: lanche após o jogo

Carta de Maio de 2012:  Poder, Palavra e Prática em Atos 2

“…louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” Atos 2.47

O final do capítulo 2 de Atos é o sonho de consumo de todo missionário: cair na simpatia do povo e novas almas ganhas todo dia. Penso que este capítulo dá o tom do livro de Atos. Poder, Palavra e prática, nesta ordem. Lucas registra em Atos 2 a percepção dos não crentes da época, dos que não participavam ali do início da igreja, mas observavam tudo de fora. O texto diz algo a respeito deles e como percebiam tudo que rolava ali. Os versículos 12 a 13, 37 e 47 são uma divisão natural do texto, pois finaliza cada momento mostrando a visão e percepção dos que não estavam participando (ainda) da igreja ali iniciada.

“Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” Atos 2.12-13

O poder veio com o Espírito Santo v.4, e trouxe ao povo espanto e admiração, mas ao mesmo tempo ficaram confusos e não deram crédito aos cristãos achando que estavam bêbados. Em seguida veio a Palavra, com um belo sermão de Pedro, e a percepção do povo mudou, agora eles davam credibilidade aos apóstolos, uma esperança surgiu com a mensagem da cruz e de Cristo. Na verdade não só a percepção mudou, mas algo de fato aconteceu em seus corações após a Palavra, “compungiu-se-lhes o coração” v.37, agora eles queriam saber o que fazer. Se antes estavam confuso, agora eles buscavam uma direção.

“Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” Atos 2.37

A prática acontece em seguida, a Palavra pregada foi vivida pelos irmãos, formou-se assim a igreja. Oração, desprendimento, compartilhar, unidade, curas e milagres, e tudo isso trouxe um bom testemunho. Agora o povo que observava de fora via algo que os agradava muito, “…contando com a simpatia de todo o povo…” v.47. E ai chegamos no relato de que pessoas se convertiam a Cristo todos os dias e eram acrescentadas a igreja. Mas ocorreu um processo antes disto: poder, Palavra e prática.

Este é um breve resumo de Atos 2, eu vou discorrer mais sobre isso agora em Maio aqui no blog com dois ou três artigos, quero esmiuçar com mais calma cada parte do capítulo, mas aqui já deu para entender a ideia principal.

Poder, Palavra e prática, esta deve ser uma marca na vida do crente, no dia-a-dia da igreja, e não quero que seja diferente no ministério aqui na Bolívia. Eu quero que as pessoas que observam nossa vida e ministério, ainda de fora e de longe, fiquem admiradas, que o poder de Deus cause espanto, que o trabalho traga impacto. Mas não paramos ai, temos que pregar a Palavra, o ensino bíblico que vai apontar para Cristo. Os portenhos (habitantes de Puerto Suarez) da Bolívia devem ir além do espanto e da admiração e o trabalho deve ir além do impacto. E isso só acontece com a pregação da Palavra. Eles devem ouvir a Palavra para que cheguemos ao seus corações e busquem uma direção no Senhor. E claro, de nada adianta um belo sermão se não vivemos isso. A Palavra dá direção, mas a prática traz o bom testemunho, é a confirmação do que foi falado e ensinado, dá vida à mensagem.

Puerto Suarez tem apenas 4,5% de cristãos protestantes, a cidade tem 25 mil habitantes e boa parte é católica, a maioria destes não praticantes. Muitos jovens, muita pobreza e um clima de pouca esperança ou mudança de perspectiva – o pensamento é do tipo: tá ruim, mas tá bom, mudar e melhorar pra quê? Aqui existe um grande problema com a questão familiar, o adultério é quase parte da cultura, as casas têm mães bem jovens, com vários filhos de pais diferentes. Isso resulta em muitas crianças sem uma estrutura familiar adequada, e muitas estão abandonadas pela família ou são exploradas no mercado de trabalho informal. Ai entra a necessidade de um orfanato. Aqui na cidade e na região não existe nenhum orfanato ainda, o mais próximo esta a 300 km e é um orfanato só para meninas em um convento católico que visitamos esta semana. Além das frentes evangelísticas que estamos tocando no presídio, na creche e com a escola de futebol, queremos iniciar um orfanato. Deus preparou uma família de missionários americanos para nos ajudar aqui, eles moram em Corumbá. O Ben Lyon tem me ajudado no presídio e está animado com os planos para o orfanato.

O trabalho no presídio esta indo bem. Cada vez mais avançamos no coração das pessoas ali dentro, tanto policiais quanto presos. O fato de ninguém ir até lá antes, dar atenção aos presidiários com a Palavra e alguma ajuda no alimento, os impacta e assim temos ganhado espaço para pregar e estar com eles aconselhando e ouvindo confissões de pecado. Outra coisa que dá bom testemunho é o trabalho que fazemos tirando as crianças, filhas dos presos que ficam juntos com eles, para levar a creche durante o dia. Todos os presos que temos contato elogiam esta atitude. E esta é a primeira demanda para o orfanato!

A Escola de Futebol é sucesso total. O esporte é uma linguagem universal e o futebol a mais falada, os meninos estão vindo muito animados para os treinos. O nosso último treino chegamos a 52 garotos, nossa capacidade máxima, quando começamos a dois meses tinha apenas 20 meninos. O desafio agora é direcioná-los para Cristo pela Palavra. Temos feito um breve devocional no final de cada treino e vamos começar a ter um estudo de pequenos grupos no salão onde será nossa Base Missionária. Estes meninos vêm pensando só em futebol, nosso trabalho é mostrar a eles que temos algo a mais do que apenas jogar bola. E ainda buscar impacto na família, dentro de casa com os pais. Deus tem nos dado uma estratégia de dar um pequeno devocional impresso para eles fazerem com os pais em casa e ainda pedir que a cada semana cumpram uma tarefa na família, algo como varrer o quintal, arrumar o quarto, lavar louça, ou outra coisa que os pais possam ver e saber que foi uma tarefa do projeto.

Pois bem, precisamos de oração, muita oração. Nossa família esta bem, eu e a Lari muito felizes e unidos, as meninas crescendo com saúde, alegria, e muita bagunça graças a Deus! Mas não podemos ficar sem oração. Missões se faz com os pés dos que estão no campo e com os joelhos do que estão em todo lugar, especialmente com o seu joelho, você que nos apoia nesta jornada missionária. Queremos cair na graça do povo, queremos ver novas almas ganhas todos os dias. Agora estamos aqui e contamos com sua oração e apoio daí!

Ricco

Testemunho na Revista da Missão Portas Abertas de Abril de 2012

Revista Missão Portas Abertas Abril 2012

O envolvimento de nossa família e ministério com a Missão Portas Abertas é antigo e bem chegado. Tivemos a alegria, eu e a Lari, de contar um pouco sobre isto no testemunho que saiu na Revista da Missão Portas Abertas agora em Abril de 2012. Valeuzão para o Estevão, o Pastor Carlos Alfredo e toda galera PA!!!

A ação invisível da Portas Abertas

Conheci a Portas Abertas por volta de 1999. Ainda solteiro, através de um culto onde foi apresentada a história do Irmão André. Este foi meu primeiro contato com a questão missionária e, logo de cara, com os cristãos perseguidos. Assinei a revista e participei do primeiro acampamento underground.

Conheci Larissa. hoje minha esposa, em 2003, através da visita do Irmão André ao Brasil. Eu, de São Paulo, e a Lari, de Marília, fazíamos parte da equipe de voluntários. Fui a Marília e a encontrei: foi amor à primeira vista! Depois de seis meses de oração começamos a namorar, nos casamos e hoje temos, por enquanto, duas filhas maravilhosas. A Larissa já era voluntária da Portas Abertas desde 2002.

Saber que pessoas arriscavam a vida, e algumas até eram mortas por acreditar e servir a Jesus, sempre nos encorajou a fazer o melhor para Deus em nosso país livre. Orávamos, mobilizávamos as pessoas individualmente ou falando em igrejas e congressos, ofertávamos, mas decidimos que iríamos fazer mais. Queríamos ir ao campo missionário. Cada revista Portas Abertas lida, cada vídeo assistido (especialmente Atrás do Sol e Bambus no Inverno) nos levava a querer estar no campo transcultural.

Em 2005, estivemos no Congresso Missionário do Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) para falar aos seminaristas sobre a Portas Abertas e os cristãos perseguidos. Saímos de lá certos de que voltaríamos para estudar e nos preparar para ir ao campo missionário. Em 2009, entramos como alunos no SBPV e agora estamos na Bolívia, fazendo o estágio do seminário para concluir nosso curso.

A Portas Abertas faz mais do que se propõe a fazer. Além de ser a voz dos cristãos perseguidos no Brasil, ainda. apoiou nosso trabalho em uma ONG* que ajuda líderes a implantar projetos de esporte e evangelismo. Esta ONG começou com o sentimento de que, além de ajudar os de longe, deveríamos fazer algo pelos de perto. Pensamos nos vizinhos, a partir do contato e das informações dos cristãos perseguidos na China, Coreia do Norte, Colômbia e tantos outros países.

Existe algo que a Portas Abertas faz e é quase invisível: constrói dentro de cada um uma ponte com a real e urgente necessidade do campo missionário, seja longe ou perto. Motiva e encoraja a ser um cristão de verdade. Dá a oportunidade de obedecer a Deus e à Palavra, nos movendo a ser e fazer, nos levando a nos alegrar e sofrer com todo o corpo de Cristo. Eu sempre achei que o grande ministério da Portas Abertas era garantir a unidade do corpo de Cristo; hoje não tenho dúvidas de que é isto mesmo.

A Portas Abertas faz parte de minha vida e sempre fará, pois foi com as pessoas de lá, tanto a equipe Brasil como os cristãos perseguidos, que aprendi a importância de “chamar dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé” (Rm 1.5 NVI) .

Ricardo Silva – Ricco (com Lari, Rebeca e Rafaela)
Puerto Suarez – Bolívia – Fevereiro de 2012
Missionários da Igreja Evangélica de Pinheiros Sede em São Paulo www.iepsede.com.br
(*) Associação Expedição Mochila Servindo a Infância e a Juventude www.em.org.br

Mais sobre a Revista Portas Abertas aqui

E neste link a Revista de Abril na íntegra

Valeu e até

Ricco

A base missionária da Expedição Mochila aqui na Bolívia

Hoje começamos os trabalhar na base missionária da Expedição Mochila aqui na Bolívia. O trabalho com o povo já rola desde Fevereiro, mas agora temos um QG! Com isso deixo meu escritório em casa e passo a operar da base, que fica no centro da cidade.

Ali temos um salão que será multiuso, escritório, reuniões, cultos, aconselhamentos e atividades sociais e de evangelismo. A principal função deste espaço é atender o povo em nosso trabalho de evangelismo e discipulado. Esse é um espaço para servir.

Uma estrutura física é importante, é uma referência. Mas as pessoas devem vir em primeiro lugar. De nada adianta ter uma base missionária, uma estrutura física, se não a usamos para as pessoas e com as pessoas, que devem frequentar o local para serem abençoadas, alcançadas, curadas, restauradas e ensinadas.

Ainda estou organizando o espaço, terminando de arrumar os detalhes, colocar mesas, cadeiras, ventiladores. Também estamos definindo a agenda de cultos, reuniões e atividades.

Orem por este espaço, para que seja benção à missão de Deus em Puerto Suarez, para que sirva em primeiro lugar ao Senhor e depois sirva as pessoas deste lugar. Eu tenho muitas ideias e projetos, mas que Deus dirija tudo, e nada que não seja de Sua vontade saia do papel.

Valeu e até, abaixo algumas fotos do salão ainda vazio e da fachada…

Ricco

Update 1/Nov/2012: Deixamos este espaço em Agosto de 2012 e mudamos para uma casa, onde hoje é o orfanato!